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Trump diz que EUA e Otan definiram ‘estrutura de futuro acordo’ sobre Groenlândia

Declaração ocorre horas depois do discurso de Trump no Fórum Econômico Internacional, em Davos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 16h46 • Atualizado em 22 jan 2026, 09h20
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 21, que chegou a uma estrutura para um futuro acordo sobre a Groenlândia, região autônoma administrada pela Dinamarca, após uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. A declaração ocorre horas depois do discurso de Trump no Fórum Econômico Internacional, em Davos, no qual exigiu “negociação imediata” sobre a ilha no Ártico, rica em recursos naturais.

    “Após uma reunião muito produtiva com o Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, definimos a estrutura de um futuro acordo referente à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan”, escreveu o republicano na Truth Social, rede social da qual é dono. “Com base nesse entendimento, não imporei as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro.”

    “Discussões adicionais estão sendo realizadas sobre o Golden Dome, no que diz respeito à Groenlândia. Mais informações serão disponibilizadas conforme o andamento das discussões. O Vice-Presidente JD Vance, o Secretário de Estado Marco Rubio, o Enviado Especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis ​​pelas negociações e se reportarão diretamente a mim. Agradeço a atenção dispensada a este assunto!”, acrescentou ele.

    Mais cedo, no discurso em Davos, Trump ele voltou a insistir que apenas os Estados Unidos são capazes de garantir a segurança da Groenlândia. Tanto o governo groenlandês quanto o dinamarquês repetiram reiteradamente que a ilha “não está à venda”.

    Embora tenha começado com um tom relativamente conciliatório (“Tenho enorme respeito pelo povo da Groenlândia e pelo povo da Dinamarca”), logo inseriu seu porém: “Todos os membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) tem a obrigação de defender seu próprio território. E ninguém pode garantir a segurança da Groenlândia além dos Estados Unidos”, disparou.

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    Futuro em suspenso

    O chefe da Casa Branca argumentou que a evidência de que nenhum outro país tem capacidade para proteger o gelado território está na Segunda Guerra Mundial, quando “a Dinamarca caiu para a Alemanha após seis horas de combate”.

    “Fomos, então, obrigados a enviar nossas próprias forças para manter o território da Groenlândia, a um custo e despesa enormes”, disse Trump, falando do estabelecimento de bases militares americanas no “grande e belo pedaço de gelo”. “Nós vencemos a Segunda Guerra Mundial. Sem nós, vocês estariam falando alemão e japonês”, completou.

    O presidente americano disse ainda que os Estados Unidos foram “estúpidos” por “devolver” a Groenlândia à Dinamarca após o conflito, uma vez que a ilha pode desempenhar “um papel vital na paz mundial e na proteção do mundo”, e que hoje o governo dinamarquês expressa sua “ingratidão”. (Importante lembrar: embora os americanos tenham estabelecido bases militares na Groenlândia através de um acordo de segurança traçado com a Dinamarca durante a guerra, isso não lhes conferiu qualquer posse efetiva. Em 1946, o então presidente Harry Truman propôs secretamente a compra da ilha, mas a proposta foi rejeitada pelos dinamarqueses.)

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    “Este é um pedido muito pequeno comparado ao que os Estados Unidos fizeram pela Otan por muitas décadas. Damos tanto e recebemos tão pouco em troca. Estamos 100% comprometidos com a Otan, não tenho certeza se eles estariam 100% comprometidos conosco”, disparou, apesar de seu país ter sido o único beneficiário do Artigo 5, aquele que comanda que todos os membros da aliança devem sair em defesa do que for atacado, após os atentados terroristas de 11 de setembro.

    No entanto, em dado momento, Trump pareceu indicar que não pretende invadir a Groenlândia. “Não conseguiremos nada a menos que eu use força excessiva, quando seríamos imparáveis. Não usarei a força”, disse ele, sem citar o nome da ilha.

     

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