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Trump diz que EUA ‘começarão a atacar por terra’ o México, visando cartéis de drogas

Ação ocorreria na esteira de ataques à Venezuela e embarcações no Caribe; presidente mexicana Claudia Sheinbaum rejeita categoricamente a medida

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2026, 10h41 • Atualizado em 9 jan 2026, 11h17
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira8 que as forças americanas iniciariam operações terrestres no México, visando cartéis de drogas, após meses de ataques navais no Pacífico e no Caribe contra embarcações taxadas de narcotraficantes pela Casa Branca. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, expressou objeção contumaz à medida.

    “Vamos começar agora a atacar por terra os cartéis. Os cartéis controlam o México”, disse Trump em entrevista à emissora americana Fox News. Ele não deu detalhes sobre o cronograma ou o alcance das operações planejadas.

    Qualquer ataque militar em território mexicano sem o consentimento do governo local seria uma violação do direito internacional, além de representar uma investida sem precedentes contra um aliado e importante parceiro comercial dos Estados Unidos.

    A declaração veio após a unidade especial americana conhecida como Forças Delta invadir Caracas, no último sábado, para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. A operação foi o culminar de uma extensa campanha militar e econômica de Washington contra seu regime. Maduro foi extraditado para Nova York, onde enfrenta acusações relacionadas a “narcoterrorismo” e posse de armas de fogo ilegais.

    Bombardeios americanos contra barcos em águas internacionais no Caribe e Pacífico, que os Estados Unidos disseram estar levando drogas para o país, mataram mais de 110 pessoas desde setembro, segundo autoridades americanas. Juristas denunciaram os atos como execuções extrajudiciais e violações ao direito internacional. Trump, por sua vez, descreveu as ações como um bloqueio ao tráfico de drogas, que ele descreve como uma ameaça existencial à segurança nacional.

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    As overdoses por fentanil e outros opioides sintéticos causaram mais de 100 mil mortes por ano nos Estados Unidos desde 2021. Os cartéis mexicanos produzem a maior parte do fentanil que entra em território americano, utilizando químicos provenientes principalmente da China. Em dezembro passado, Trump designou a droga como “arma de destruição em massa”.

    Cartéis na mira

    Ataques terrestres contra cartéis no México representariam uma expansão significativa da atuação militar dos Estados Unidos na América Latina.

    As duas organizações criminosas mais poderosas do país, o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração, controlam vastos territórios e estão envolvidas em uma violenta disputa por praças, território de venda e produção de drogas, que matou mais de 30 mil pessoas no ano passado.

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    Em fevereiro de 2025, Trump designou seis cartéis mexicanos como organizações terroristas, uma medida que o México condenou por ameaçar sua soberania e potencialmente justificar uma intervenção militar. A presidente Sheinbaum propôs reformas constitucionais para fortalecer as proteções contra operações estrangeiras não autorizadas e rejeitou consistentemente qualquer presença militar dos Estados Unidos lá.

    Na segunda-feira5, ela afirmou que as Américas “não pertencem” a nenhuma nação em particular, uma resposta indireta à declaração de Trump sobre o “domínio” de Washington sobre todo o Hemisfério Ocidental após a prisão de Maduro. Após a operação em Caracas, Trump disse ter pressionado a homóloga mexicana a permitir o envio de militares americanos contra os cartéis, uma oferta que, segundo ele, Sheinbaum já havia rejeitado anteriormente.

    Ainda não está claro se o presidente buscará autorização do Congresso americano para ataques no México. A Constituição dos Estados Unidos concede apenas ao Legislativo autoridade para declarar guerra, embora, historicamente, os chefes do Executivo do país tenham lançado operações militares sem declarações formais (como ocorreu na Venezuela no último final de semana).

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