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Trump deu ‘dedo do meio’ ao Brasil através das tarifas, diz governador da Califórnia

Gavin Newsom, cotado como candidato democrata para as próximas eleições presidenciais, é um dos principais críticos de Trump

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 nov 2025, 16h15 • Atualizado em 10 nov 2025, 21h33
  • O governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% pelo julgamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi “um dedo do meio” ao Brasil. Em São Paulo, antes de embarcar rumo a Belém para a COP30, que teve início nesta segunda, o democrata também disse que a ausência de Trump no principal evento climático das Nações Unidas é uma atitude “bastante infantil”.

    “Nenhuma pessoa do governo deveria mostrar desrespeito por nenhum de vocês. Esqueçam a política. O Brasil é um dos nossos grandes parceiros comerciais. É o país com o qual deveríamos nos envolver. No entanto, dedo do meio com 50% de tarifas. Isso é vergonhoso”, disse Newsom durante evento do think tank americano Milken Institute.

    “A razão de eu estar aqui é a ausência de liderança vinda dos EUA, este vácuo. É algo bastante infantil. Não há nenhuma representação, nem mesmo um observador”, acrescentou.

    A relação entre os países ganhou contornos tensos após os Estados Unidos aplicarem tarifas a produtos brasileiros e sanções a autoridades nacionais em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe. Antes expostas a uma taxa de 10%, mercadorias do Brasil passaram a ser alvo de uma das maiores alíquotas americanas no mundo, de 50%, enquanto o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sancionado com a Lei Magnitsky e outros magistrados, além de ministros, perderam o visto americano — resultado de articulação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com a Casa Branca.

    No final de outubro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as equipes de negociação do Brasil e dos Estados Unidos estabeleceram um cronograma de reuniões para discutir um acordo “satisfatório” a respeito das tarifas. A declaração ocorreu um dia após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na Malásia, que terminou com saldo positivo e em clima de amizade.

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    Newsom x Trump

    Newsom é um dos principais críticos de Trump, com quem travou embates pelo envio da Guarda Nacional à Califórnia sem o seu consentimento e pela tentativa do republicano de influenciar o mapa eleitoral através de uma manobra política no Texas. Ele foi eleito em 2018 como governador da Califórnia, o estado mais populoso e economicamente forte dos Estados Unidos, alcançando a reeleição quatro anos mais tarde.

    No segundo mandato, continua promovendo pautas progressistas, como políticas ambientais, defesa do aborto, controle de armas e direitos de migrantes. Agora, Newsom desponta entre os favoritos dos democratas para as eleições presidenciais de 2028, embora ainda não tenha anunciado formalmente a candidatura. Em entrevista à CBS News, ele reconheceu pela primeira vez que considera disputar a Casa Branca, mas afirmou que tomará uma decisão apenas após as eleições legislativas de 2026.

    Em São Paulo, o governador também disse que procurava mostrar que a Califórnia era diferente do resto do país, afirmando: “Espero que eu esteja deixando em vocês a sensação de que marchamos no compasso de um tambor diferente na Califórnia, um parceiro estável e confiável. Estamos aqui para o longo prazo”, disse. “Há uma razão pela qual a Tesla foi criada na Califórnia. Não haveria Elon Musk como o conhecemos hoje, e perdoem-nos por isso.”

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