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Trump comemora morte de ex-chefe do FBI: ‘Fico feliz’

Robert Mueller chefiou uma investigação sobre uma possível conspiração da campanha do republicano com a Rússia para garantir sua vitória em eleição

Por Da Redação*
21 mar 2026, 18h12 •
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu de forma inusitada para um chefe de Estado e comemorou a morte de Robert Mueller, ex-diretor do FBI, que, entre 2017 e 2019, chefiou uma investigação sobre uma possível conspiração da campanha presidencial do republicano com a Rússia para garantir sua vitória no pleito contra Hillary Clinton.

    “Robert Mueller acaba de morrer. Bem, fico feliz que esteja morto. Já não pode ferir pessoas inocentes!”, escreveu Trump na Truth Social neste sábado, 21.

    História de Mueller

    O ex-chefe do FBI tinha 81 anos e meios de comunicação americanos informaram que ele morreu na noite de sexta-feira, citando um comunicado da família, sem especificar a causa nem o local.

    Mueller esteve à frente do FBI durante 12 anos. Depois, foi designado procurador especial do Departamento de Justiça para conduzir a investigação, entre 2017 e 2019, que deveria determinar se a campanha presidencial de Trump conspirou com a Rússia para garantir sua eleição.

    Em 2019, após dois anos, Mueller depôs perante o Congresso sobre a investigação, que Trump classificou em várias ocasiões como uma “caça às bruxas”.

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    A investigação começou depois que Trump demitiu o então diretor do FBI, James Comey.

    O ex-chefe da polícia federal afirmou que seu relatório não exonerava Trump, mas, em grande parte, evitou responder às perguntas dos legisladores, tanto democratas quanto republicanos, remetendo repetidamente apenas aos resultados da investigação.

    Sua carreira como funcionário público se estendeu por quatro décadas, durante as quais trabalhou tanto para presidentes democratas quanto republicanos.

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    Mueller, um veterano do Vietnã ferido em combate e graduado pela Universidade de Princeton, atuou como promotor em São Francisco e Boston. Conduziu casos que iam desde homicídios e crime organizado até fraudes bancárias e ataques terroristas.

    Dois de seus processos mais notórios tiveram como protagonistas o mafioso nova-iorquino John Gotti e o general Manuel Noriega, do Panamá.

    Após se aposentar em 2013, trabalhou em um escritório privado em Washington.

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