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Trump chama processo de impeachment de ‘embuste’ e ‘piada’ democrata

Presidente americano cobra transparência do Congresso e determina divulgação de sua primeira conversa por telefone com líder da Ucrânia

Por Denise Chrispim Marin - Atualizado em 25 set 2019, 19h39 - Publicado em 25 set 2019, 19h04

Um dia depois do início do processo de seu impeachment, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a oposição democrata de ter criado um “embuste”, uma continuação da “caça às bruxas” e uma “piada”. Também insistiu não ter “ameaçado” ninguém, em referência à denúncia de que pressionara o líder da Ucrânia, Volodomyr Zelensky, para que determinação uma investigação dos negócios de Joe e Hunter Biden no país. O ex-vice-presidente americano Joe Biden é o pré-candidato às eleições presidenciais com maior chance de ser escolhido pelo Partido Democrata para concorrer com Trump.

Trump subiu no palco para a entrevista à imprensa com o rosto claramente abatido. Parecia cansado ao final de sua agenda de encontros bilaterais e de reuniões em Nova York, às margens dos eventos da Assembleia-Geral da Organização das nações Unidas (ONU). Manteve-se ladeado pelos secretários de Estado, Mike Pompeo, e do Tesouro Steve Mnuchi, durante a coletiva.

Sua pressão sobre Zelensky foi a gota d´água para a presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, reunir na tarde de terça-feira, 24, a bancada de seus partido e determinar o início do processo de impeachment. Até então, ela relutara e contivera as iniciativas nesse sentido. Trump foi acusado de trair seu juramento presidencial e a Constituição ao valer-se de seu poder de conduzir a política externa em favor de seus interesses de reeleger-se em 2020.

O presidente americano lamentou que Pelosi não tenha contido os democratas ao criar “este embuste durante a semana da ONU”. “Eles estão se focando nessa caça às bruxas porque não têm como nos derrotar nas urnas”, afirmou. “Eles não vão vencer as eleições presidenciais. Nós temos grandes pesquisas”, completou.

Trump insistiu que quer transparência do Congresso na condução desse caso, assim como sobre os atos de Joe e Hunter Biden na Ucrânia. Afirmou ainda que vai determinar à Casa Branca a divulgação da transcrição de sua primeira conversa telefônica com Zelensky, como meio de confirmar não tê-lo pressionado. O documento distribuído nesta quarta-feira referiu-se a seu segundo telefone ao líder ucraniano – ainda assim, não estava completo.

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