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Trump ameaça acionar lei do século XIX sobre ‘insurreição’ após protestos anti-ICE

Medida permitiria envio de militares ao estado de Minnesota, onde agentes de imigração balearam duas pessoas e inflamaram manifestações pelo país

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 12h29 •
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira, 15, invocar a Lei da Insurreição, de 1807, para despachar militares a Mineápolis devido a uma onda de protestos contra o ICE, a polícia de imigração americana, após agentes do órgão terem baleado duas pessoas durante operações na cidade — deixando um homem ferido na quarta-feira 14 e uma mulher morta na semana passada.

    O ocupante da Casa Branca ecoou acusações do seu Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) contra o prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, e o governador Tim Walz, de Minnesota, onde fica a cidade. De acordo com o DHS, os dois políticos do Partido Democrata “ativamente incentivarem uma resistência organizada contra o ICE”, atribuindo ataques contra agentes federais à sua suposta “retórica odiosa”.

    “Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que os agitadores profissionais e insurgentes ataquem os patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, invocarei a LEI DA INSURREIÇÃO, como muitos presidentes já fizeram antes de mim, e porei um fim rápido à farsa que está acontecendo naquele que um dia foi um grande estado”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social, com as habituais letras maiúsculas.

    Tanto Frey quanto Walz pediram que os agentes federais de imigração deixem a cidade e o estado, argumentando que eles estão exacerbando as tensões locais.

    “Isso não é sustentável”, disse Frey em uma coletiva de imprensa na noite de quarta-feira. “Nossa cidade está sendo colocada em uma situação impossível e, ao mesmo tempo, estamos tentando encontrar uma maneira de seguir em frente, manter as pessoas seguras, proteger nossos vizinhos e manter a ordem.”

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    Demonstração de força

    Esta não é a primeira vez que Trump fala em invocar a Lei da Insurreição, que autoriza a mobilização de soldados para certos fins domésticos durante distúrbios civis. No início do ano, quando sua política de deportação em massa foi recebida com protestos na Califórnia, ele também afirmou que poderia invocar a lei do século XIX, ameaça que intensificou após a Suprema Corte determinar que ele excedeu o limite de sua autoridade ao enviar a Guarda Nacional para cidades governadas por democratas, como Los Angeles e Chicago.

    Seu aviso veio em um momento crucial. Um tribunal federal deve proferir até sexta-feira, 16, uma decisão que tem potencial de restringir drasticamente o alcance do ICE contra manifestantes, reduzindo o poder de uso de força não letal, abordagens em blitz e a capacidade de prender quem desobedeça o perímetro policial.

    Autoridades de Minnesota pediram que os habitantes locais mantenham a calma para evitar uma espiral de violência, como ocorreu em alguns momentos na onda de protestos do movimento Black Lives Matter que tomou o mesmo estado em 2020, quando George Floyd, um homem negro, foi assassinado por um policial durante uma abordagem na rua.

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    “Entendemos que há indignação. Eu também estou com raiva”, escreveu Tim Walz, governador de Minnesota, no X. “O que Donald Trump quer é violência nas ruas, mas Minnesota continuará sendo uma ilha de decência, justiça, comunidade e paz. Não deem a ele o que ele quer”, acrescentou, voltando a exigir que o ICE deixe o estado.

    Mais cedo nesta quinta, o DHS e a prefeitura de Mineápolis informaram que um homem foi baleado na perna por agentes do ICE (ato que o departamento classificou como legítima defesa). O episódio ocorreu uma semana após Renee Nicole Good, uma americana de 37 anos, ter sido morta em seu carro em 7 de janeiro por tiros de um agente de imigração durante uma operação. O caso, cercado de brigas de narrativas, está sendo investigado pelo FBI, depois do governo Trump excluir autoridades locais do processo. Desde aquele dia, Mineápolis foi tomada por protestos.

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