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Três morrem na Espanha em meio a onda de calor que abala continente europeu

Incêndio que queimou 6.500 hectares no nordeste espanhol fez duas das vítimas; este junho foi o mês mais quente da história para Espanha e Portugal

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2025, 08h55 • Atualizado em 2 jul 2025, 13h13
  • Em meio à primeira grande onda de calor do ano que abala a Europa com temperaturas extremas, ao menos três pessoas morreram na Espanha, afirmaram autoridades do país nesta quarta-feira, 2. Duas perderam a vida na província catalã de Lleida, após serem atingidas por um incêndio florestal que queimou 6.500 hectares e levou as autoridades a ordenar que 18.000 pessoas na região permanecessem em casa. E um menino morreu de insolação.

    “Chocado ao saber da morte de duas pessoas em decorrência do incêndio”, disse o presidente regional, Salvador Illa, em uma publicação nas redes sociais. “Minhas sinceras condolências às famílias. Peço muita cautela e que sigam todas as instruções e recomendações dos serviços de emergência em todas as áreas afetadas.”

    CIUDAD REAL, CASTILLA-LA MANCHA, SPAIN - JULY 01: A firefighter works to extinguish an agricultural fire between the towns of Llanos del Caudillo and Cinco Casas, July 1, 2025, in Ciudad Real, Castilla-La Mancha, Spain. A team of firefighters from Castilla-La Mancha work to extinguish a fire that broke out around mid-morning in the province of Ciudad Real, between the towns of Llanos del Caudillo and Cinco Casas. (Photo By Victor Fernandez/Europa Press via Getty Images)
    Bombeiro luta para extinguir incêndio entre as cidades de Llanos del Caudillo e Cinco Casas, na Espanha. 01/07/2025 – (Victor Fernandez/Europa Press/Getty Images)

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também prestou suas condolências aos parentes dos dois homens encontrados por bombeiros perto da cidade de Coscó, em Lleida.

    “Um abraço sincero às famílias das duas pessoas que perderam a vida no incêndio extremo… Minha solidariedade a todos os afetados e meu apreço pelos serviços de emergência que trabalham para extingui-lo. Nestes meses de maior risco, por favor, sejamos extremamente cuidadosos”, disse ele.

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    As duas mortes ocorreram na terça-feira, 1º, mesmo dia em que um menino morreu, aparentemente de insolação, após ser deixado em um carro na província catalã de Tarragona.

    Fogo “violento”

    Os bombeiros conseguiram controlar o fogo na manhã desta quarta-feira. Em um comunicado, o corpo de bombeiros regional afirmou que o incêndio florestal apresentou “comportamento extremamente violento e errático devido à influência das tempestades próximas”, acrescentando que a chegada da chuva ajudou a domar as chamas.

    “Assim como ontem, hoje será complicado em relação ao risco de incêndios florestais”, declarou o comunicado. “A chegada de tempestades previstas para esta tarde pode complicar ainda mais a extinção dos incêndios. Tenham extremo cuidado e liguem (para os serviços de emergência) se virem uma coluna de fumaça ou fogo.”

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    Illa, o presidente regional repetiu o alerta, dizendo à população que as chamas podem se espalhar muito mais rápido do que se imagina.

    “Esses incêndios não são como os que tínhamos antes”, disse ele nesta quarta-feira. “Quando você descobre como eles evoluem, fica arrepiado. Há incêndios realmente perigosos. As pessoas os veem à distância e dizem: ‘Eu tenho tempo’. Não, vocês não têm. Vocês não têm tempo algum, porque o fogo se move muito rápido.”

    Oficiais da polícia regional da Catalunha, os Mossos d’Esquadra, estão investigando as mortes dos dois homens. De acordo com a ministra do Interior catalã, Núria Parlon, as duas vítimas eram trabalhadores rurais que ficaram presos nas chamas enquanto tentavam alcançar seus veículos.

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    Recordes de calor

    Em meio à onda de calor, tanto na Espanha quanto em Portugal, o mês passado foi o junho mais quente da história, enquanto na França foi o segundo mais quente desde o início dos registros, em 1900.

    A Aemet, agência meteorológica estatal espanhola, afirmou em atualização nas redes sociais que “junho de 2025 quebrou recordes” em termos de temperaturas máximas, com uma média de 23,6°C, 0,8°C acima do junho mais quente anterior, em 2017. A média mensal também foi 3,5°C superior à média do período de 1991 a 2020, informou a agência.

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