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Terremoto em Kamchatka é o sexto mais forte já registrado no mundo

Tremor, que ocorreu a cerca de 20,7 km de profundidade, desencadeou um tsunami que atingiu as costas do Japão, Rússia e Estados Unidos

Por Ernesto Neves 30 jul 2025, 08h08 • Atualizado em 30 jul 2025, 08h20
  • O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, nesta terça-feira (30), já figura entre os seis mais potentes da história moderna, segundo dados preliminares de institutos internacionais de sismologia.

    O tremor, que ocorreu a cerca de 20,7 km de profundidade, desencadeou um tsunami que já atingiu as costas do Japão, Rússia e Estados Unidos, com alertas estendidos para diversos países da bacia do Pacífico.

    De acordo com o Instituto de Geociências (IGEO) da Espanha, o terremoto só foi superado neste século pelo devastador abalo de Tohoku, no Japão, em 2011, que alcançou 9,1 graus de magnitude.

    O IGEO explicou, por meio de publicações na rede social X (antigo Twitter), que tsunamis como o atual são esperados quando há falhas geológicas com movimento vertical, como o registrado nesta ocasião.

    O evento está associado a um “mecanismo de falha inversa”, característico da zona de subducção do Pacífico sob a placa da América do Norte, onde a placa do Pacífico avança cerca de 75 mm por ano em direção oeste-noroeste.

    Modelos e réplicas

    O instituto espanhol também divulgou imagens que modelam o comportamento do tsunami nas próximas horas, indicando o potencial de novas ondas e alagamentos em várias regiões costeiras do Pacífico.

    O Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha, ligado ao Ministério dos Transportes, também está monitorando o evento e suas réplicas por meio de seu visualizador global de terremotos.

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    O terremoto de hoje foi precedido, em 20 de julho, por um sismo de magnitude 7,4 — agora classificado como uma “réplica antecipada”. Até o momento, já foram registradas 10 réplicas superiores a magnitude 5, sendo a mais intensa de 6,9.

    Especialistas: energia liberada e impacto prolongado

    Segundo o sismólogo John Townend, professor de Geofísica na Universidade de Victoria, na Nova Zelândia, o terremoto de Kamchatka é o mais forte do mundo desde Tohoku em 2011.

    De acordo com suas estimativas, a falha pode ter deslizado mais de 10 metros numa área de aproximadamente 150 por 400 km.

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    Ele acrescenta que a energia liberada foi cerca de 30 vezes superior à do terremoto de Kaikoura, também na Nova Zelândia, em 2016 (magnitude 7,8), embora ainda três vezes menor que a do terremoto de Tohoku.

    Para a pesquisadora Caroline Orchiston, diretora do Centro para Sustentabilidade da Universidade de Otago, também na Nova Zelândia, a localização remota do epicentro deve limitar os danos a pessoas e propriedades.

    Ainda assim, ela alerta para o impacto prolongado das réplicas, que podem afetar psicologicamente as populações da região nos próximos meses ou até anos.

    Alerta em todo o Pacífico

    As ondas geradas pelo terremoto já causaram inundações em localidades costeiras da Rússia, como Severo-Kurilsk, e atingiram o Japão, onde mais de 1,9 milhão de pessoas foram orientadas a evacuar para áreas elevadas. Em Kuji, na província de Iwate, uma onda de 1,3 metro foi registrada.

    Nos Estados Unidos, as costas do Alasca e do noroeste do Pacífico foram colocadas sob aviso de tsunami. Em Crescent City, no Oregon, as maiores ondas previstas podem chegar a 1,5 metro, embora em outras regiões a expectativa seja de elevação de até 30 centímetros.

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    No Havaí, o alerta inicial foi rebaixado para um aviso de tsunami, após ondas de cerca de 1,7 metro atingirem o litoral norte de Maui. A governadoria local relatou alagamentos em regiões costeiras, mas sem registros de danos graves.

    As autoridades seguem monitorando o avanço do tsunami e das réplicas, enquanto cientistas reforçam a necessidade de cautela em todas as regiões litorâneas do Pacífico nas próximas horas.

    O ranking dos piores sismos da História

    1- Valdivia, Chile (1960)Magnitude 9,5
    O mais forte já registrado. Deixou 1.655 mortos no Chile e causou um tsunami mortal no Havaí (61 mortes), Japão (138) e Filipinas (32).

    2- Alasca, EUA (1964)Magnitude 9,2
    Causou 131 mortes e destruiu cidades como Anchorage. O tsunami atingiu o Canadá, a Costa Oeste dos EUA (15 mortes) e o Havaí.

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    3- Sumatra, Indonésia (2004)Magnitude 9,1
    Mais de 283 mil mortes em dez países. O tsunami atingiu partes da Ásia e da África, sendo o mais letal da história registrada.

    4- Honshu, Japão (2011)Magnitude 9,1
    Mais de 15 mil mortos e milhares de desaparecidos. O tsunami atingiu a usina nuclear de Fukushima e chegou até o Chile, Peru e Antártica.

    5- Kamchatka, Rússia (1952)Magnitude 9,0
    Gerou tsunami registrado no Havaí, Califórnia e Alasca. Sem mortes reportadas.

    6- Kamchatka, Rússia (2025)Magnitude 8,8
    Gerou tsunamis e alertas em cinco países do Pacífico. Está entre os oito maiores terremotos já registrados.

    7- Equador-Colômbia (1906)Magnitude 8,8
    Tsunami matou entre 500 e 1.500 pessoas. Ondas atingiram o Havaí (3,6 m) e a Colômbia (5 m), com destruição de casas.

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    8- Maule, Chile (2010)Magnitude 8,8
    523 mortos, 24 desaparecidos e 800 mil desabrigados. O tsunami afetou o Japão e os EUA, com perdas de US$ 30 bilhões.

    9- Ilhas Rat, Alasca, EUA (1965)Magnitude 8,7
    Tsunami de 10,7 metros causou danos em várias ilhas. Nenhuma morte registrada.

    10- Alasca, EUA (1946)Magnitude 8,6
    Tsunami devastou o farol de Scotch Cap (5 mortes). Hilo (Havaí) foi duramente atingida: 159 mortes e US$ 26 milhões em prejuízos.

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