Termômetros marcam 35°C e Moscou registra maior temperatura em quase 30 anos
Onda de calor atinge também sul da Europa e deve continuar até a próxima semana
Moscou registrou nesta quinta-feira, 10, a temperatura mais alta em quase três décadas. Segundo o serviço meteorológico russo, os termômetros marcaram 35°C na capital, superando o recorde anterior de 33,9°C, registrado em 1996.
Conhecida por seu clima de invernos rigorosos e verões moderados, a cidade não enfrentava uma onda de calor tão intensa desde o fim do século passado. Nos últimos dias, moradores têm buscado refúgio em parques, fontes públicas e casas de campo nos arredores da capital.
Mesmo com alertas, muitos moscovitas têm recorrido a lagos e canais — alguns deles poluídos — para se refrescar, desrespeitando proibições locais. A busca por sombra e água também tem provocado aglomerações em espaços públicos.
A onda de calor atinge boa parte da Rússia central e o sul da Europa, com previsão de se prolongar até o início da próxima semana. De acordo com meteorologistas, as temperaturas estão entre 3°C e 8°C acima das médias históricas para o período.
Segundo o observatório europeu Copernicus, junho de 2025 foi o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental, com duas ondas de calor consecutivas que afetaram capitais e áreas rurais. Cientistas alertam que eventos extremos como esse estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas — mesmo em países tradicionalmente frios, como a Rússia.





