Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Talibã pede ajuda internacional após terremoto deixar mais de 800 mortos no Afeganistão

País enfrenta uma das crises humanitárias mais graves do mundo e teve assistência suspensa no ano passado

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2025, 12h45 • Atualizado em 1 set 2025, 12h47
  • Autoridades do Talibã, grupo fundamentalista que governa o Afeganistão, pediram maior ajuda internacional nesta segunda-feira, 1º, após o terremoto de magnitude 6 que deixou mais de 800 mortos e 2,8 mil feridos.

    Como o terremoto atingiu uma área montanhosa remota, nas províncias orientais de Kunar e Nangarhar, “levará tempo para obter informações exatas sobre perdas humanas e danos à infraestrutura”, disse Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde Pública do Afeganistão.

    “Precisamos de ajuda internacional porque muitas pessoas perderam a vida e suas casas”, disse Zaman à agência de notícias Reuters. “O número de mortos e feridos é alto, mas como a área é de difícil acesso, nossas equipes ainda estão no local”.

    + Terremoto no Afeganistão já é o mais mortal no país desde 2022

    Alguns países, como Irã, Índia e Japão, assim como a União Europeia, já se comprometeram com envio de apoio, confirmou Hafiz Zia Ahmad Takal, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afegão, sem dar mais detalhes.

    Em paralelo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou condolências às famílias das vítimas e afirmou que “a equipe da ONU no Afeganistão está mobilizada e não poupará esforços para ajudar os necessitados nas áreas afetadas”.

    Continua após a publicidade

    Estradas bloqueadas estão forçando os trabalhadores humanitários a caminhar de quatro a cinco horas para chegar aos sobreviventes. Dezenas de voos operam com destino e partida do Aeroporto de Nangarhar, transportando os feridos para hospitais.

    O Afeganistão enfrenta uma das crises humanitárias mais graves e persistentes do mundo, com menos de 30% de suas necessidades humanitárias cobertas até 2025, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários. A ONU afirma que mais da metade dos 42 milhões de habitantes do país precisa de ajuda.

    Desde que o Talibã voltou ao poder, a assistência internacional tem diminuído gradualmente. Sob o governo do presidente Donald Trump, os Estados Unidos, que no ano passado forneceram 45% da ajuda ao Afeganistão, suspenderam ou eliminaram quase todas as suas contribuições, um movimento seguido por países europeus, como Reino Unido e França, que também reduziram assistência por não reconhecer o governo do Talibã.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).