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Tailândia bombardeia área de fronteira com o Camboja em meio a negociações por cessar-fogo

Conflitos já deixaram ao menos 41 mortos e quase um milhão de deslocados na fronteira

Por Ernesto Neves 26 dez 2025, 10h37 • Atualizado em 26 dez 2025, 10h37
  • A Tailândia realizou ataques aéreos contra uma área de fronteira disputada com o Camboja nesta sexta-feira (26), apesar da continuidade das negociações entre os dois países para tentar encerrar os confrontos armados.

    A ação ocorreu em meio ao colapso de um cessar-fogo firmado em julho, que havia interrompido temporariamente uma das mais graves escaladas militares recentes entre os dois vizinhos do Sudeste Asiático.

    Segundo a Força Aérea tailandesa, os bombardeios atingiram uma “posição militar fortificada” cambojana, após a retirada de civis da região. O Ministério da Defesa do Camboja, por sua vez, acusou Bangkok de realizar ataques indiscriminados contra áreas residenciais, afirmando que casas foram atingidas e civis ficaram feridos.

    Os combates foram retomados no início deste mês, depois que a trégua negociada em julho — após cinco dias de confrontos intensos — se mostrou frágil. Desde então, ao menos 41 pessoas morreram e quase um milhão foram deslocadas ao longo da fronteira comum de cerca de 800 km, de acordo com autoridades locais e organismos humanitários.

    O Ministério da Defesa cambojano afirmou que os ataques desta sexta ocorreram na província de Banteay Meanchey, no noroeste do país, e envolveu o lançamento de até 40 bombas por caças F-16 tailandeses. A Tailândia declarou que a operação teve como objetivo retomar o controle da vila de Nong Chan e classificou a ação como “eficiente e bem-sucedida”.

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    Os bombardeios ocorreram enquanto representantes dos dois países realizavam o terceiro dia consecutivo de negociações em um posto de fronteira. Os ministros da Defesa da Tailândia e do Camboja devem se juntar às conversas neste sábado, numa tentativa de destravar um novo acordo de cessar-fogo.

    O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, afirmou que um acordo poderá ser assinado assim que as condições apresentadas por ambos os lados forem aceitas. “Espero que esta seja a última vez que precisemos assinar um cessar-fogo, para que a paz possa finalmente se estabelecer e as pessoas retornem às suas casas”, disse.

    Estados Unidos e China também vêm atuando como mediadores, refletindo a preocupação internacional com a instabilidade na região. Veículos como Reuters e Al Jazeera destacam que o conflito ocorre em uma área estratégica para rotas comerciais e cadeias de suprimento regionais, além de testar o equilíbrio diplomático entre potências com influência no Sudeste Asiático.

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    A disputa territorial entre Tailândia e Camboja remonta ao período colonial, há mais de um século, e já provocou confrontos esporádicos ao longo das décadas, com mortes de civis e militares dos dois lados. A atual escalada ganhou força em maio, após a morte de um soldado cambojano em um choque na fronteira.

    Em 24 de julho, a situação se agravou de forma significativa quando o Camboja lançou foguetes contra território tailandês, levando a uma resposta aérea de Bangkok. O episódio desencadeou cinco dias de combates intensos, deixando dezenas de mortos e aprofundando a crise humanitária na região, segundo balanços divulgados por autoridades locais e agências internacionais.

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