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Sobrevivente de ataque dos EUA a barco na Venezuela é libertado por falta de provas

Homem, cuja identidade não foi divulgada, foi repatriado para o Equador e foi detido, mas solto horas mais tarde

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 out 2025, 10h57 • Atualizado em 21 out 2025, 11h06
  • Um equatoriano que sobreviveu ao ataque dos Estados Unidos a um barco na costa da Venezuela foi repatriado e, mais tarde, libertado por falta de provas de que teria cometido um crime, disse a Procuradoria-Geral do Equador nesta segunda-feira, 20. A operação americana teve palco na última quinta-feira, 16, e deixou sobreviventes — um equatoriano e um colombiano — pela primeira vez, embora tenha matado outros dois tripulantes. Os EUA alegam, sem apresentar provas, que o navio transportava drogas.

    Até o momento, os EUA já alvejaram oito embarcações na costa venezuelana e mataram ao menos 27 pessoas a bordo. Caracas, por sua vez, rejeita que os tripulantes façam parte de organizações terroristas, como acusa a Casa Branca. Repatriado, o equatoriano, cuja identidade não foi divulgada, passou por exames médicos e foi detido no sábado, 28, mas foi libertado horas depois por “não existir nenhuma informação que indique a prática de um crime no Equador” e não haver “processos pendentes contra ele”.

    Sem citar diretamente o ataque ao barco, o presidente do Equador, Daniel Noboa, escreveu uma mensagem endereçada a Trump no X, antigo Twitter. Ele afirmou que o país “permanece firme na luta global contra o narcotráfico e a mineração ilegal, desafios que exigem a união entre nações comprometidas com a paz e a prosperidade”.

    “Em meio a essa batalha, e apesar dos constantes ataques, nosso país alcançou um crescimento econômico superior a 4%, manteve a inflação abaixo de 1% e reduziu a pobreza ao seu nível mais baixo desde 2018 (24%). Continuamos a criar oportunidades para os jovens e para setores que foram esquecidos por muito tempo. Nosso compromisso é claro: lutar lado a lado, defendendo a liberdade e a prosperidade em toda a nossa região”, acrescentou Noboa, conhecido pela política linha-dura.

    Pressão no Caribe

    Os incidentes geraram alarme entre alguns juristas e legisladores democratas, que denunciaram os casos como violações do direito internacional. Em contrapartida, Trump argumentou que os EUA já estão envolvidos em uma guerra com grupos narcoterroristas da Venezuela, o que torna os ataques legítimos. Autoridades do governo afirmaram ainda que disparos letais são necessários porque ações tradicionais para prender os tripulantes e apreender as cargas ilícitas falharam em conter o fluxo de narcóticos em direção ao país.

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    Os Estados Unidos também aumentaram a presença militar no Caribe, despachando para a região destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6.500 soldados, enquanto Trump intensifica o jogo de quem pisca primeiro com o governo venezuelano. Na quarta-feira, o presidente americano revelou que havia autorizado a CIA a conduzir operações secretas dentro da Venezuela, aumentando as especulações em Caracas de que Washington quer derrubar Maduro.

    Em paralelo, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que o almirante responsável pelo Comando Sul das Forças Armadas americanas deixará o cargo no final deste ano. Com 37 anos de carreira, Alvin Holsey assumiu o Comando Sul no final do ano passado, para um mandato que normalmente dura três anos. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters indicam que houve atrito recente entre Holsey e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, especialmente sobre a estratégia militar americana na Venezuela.

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