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Sobe para 60 número de mortos por causa da embaixada dos EUA em Jerusalém

Ainda foram registrados 2.771 feridos, entre eles, 225 menores

Por Da Redação Atualizado em 15 Maio 2018, 15h07 - Publicado em 15 Maio 2018, 07h46

O número total de palestinos mortos por disparos do Exército israelense nos protestos desta segunda-feira em Gaza contra a mudança da Embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém chegou a sessenta nesta terça-feira, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. O porta-voz desse ministério no enclave, Ashraf al Qedra, confirmou ainda que foram registrados, além dos mortos – oito deles menores -, 2.771 feridos, entre eles, 225 menores.

Desde que começaram os protestos da denominada Marcha do Retorno em 30 de março, morreram 109 palestinos e mais de 12 .000 ficaram feridos, metade deles por munição real.

As Forças Armadas israelenses acusaram o movimento Hamas, que controla Gaza, de instigar os palestinos a tentar violar a fronteira de Israel, e disseram que soldados israelenses usaram munição real para detê-los.

Os palestinos protestam contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, marcada para esta segunda-feira. O presidente Donald Trump e sua filha, Ivanka, devem comparecer ao evento.

Milhares de palestinos se reuniram nesta segunda em diversos pontos próximos à fronteira e pequenos grupos se aproximaram da cerca de segurança vigiada por soldados israelenses.

Os pequenos grupos tentaram avançar contra a barreira e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros.

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O movimento Hamas, que controla a Faixa de Gaza, tem convocado desde o dia 30 de março os palestinos a protestarem pela chamada “Grande Marcha do Retorno”, que reivindica o direito dos refugiados a voltar aos seus lares.

As mortes mais recentes elevaram o saldo de vítimas palestinas a 91 desde que os protestos começaram em 30 de março. Não há registro de baixas em Israel.

Caminhões e ônibus estão em vários pontos de Gaza e outras cidades para buscar os moradores e levá-los às fronteiras com Israel, onde também foram convocadas manifestações para amanhã. Além disso, a partir de alto-falantes, as mesquitas convocam a população para participar e se unir aos protestos, pedindo 1 milhão de pessoas nas ruas.

O Exército israelense se encontra em estado alerta e reforçou o contingente nas imediações da cidade palestina, com aumento no número de soldados de combate, unidades especiais, forças de inteligência e atiradores de elite. O órgão também lançou panfletos de aviões informando que não haverá tolerância com danos no muro de segurança da fronteira.

Para amanhã também foram convocadas manifestações por ocasião da Nakba (Catástrofe, em árabe), como os palestinos denominam a criação do Estado de Israel, que completa setenta anos hoje.

Os palestinos, que querem seu próprio Estado com uma capital em Jerusalém Oriental, ficaram revoltados com a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelense.

Outras grandes potências receiam que a medida dos Estados Unidos inflame protestos de palestinos na Cisjordânia, que Israel ocupou durante a Guerra dos Seis Dias de 1967.

(Com Reuters e EFE)

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