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Sob pressão, Zelensky prepara referendo sobre acordo de paz com Rússia e eleições, diz jornal

Reportagem do 'Financial Times' indica que EUA exigem fim da guerra até junho para apoio e segurança, pressionando por cessão de territórios

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 09h38 • Atualizado em 11 fev 2026, 15h48
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, planeja anunciar preparativos para realizar novas eleições presidenciais e um referendo sobre um acordo de paz com a Rússia, informou o jornal britânico Financial Times nesta quarta-feira, 11. A publicação, que conversou com autoridades ucranianas e europeias, afirmou que os detalhes do plano seriam divulgados em 24 de fevereiro, o quarto aniversário da invasão russa, e a votação seria realizada em 15 de maio.

    A reportagem afirma que a Ucrânia enfrenta crescente pressão dos Estados Unidos para encerrar a guerra até junho. De acordo com o FT, Washington só forneceria garantias de segurança a Kiev se o prazo for respeitado.

    Além das eleições, uma antiga demanda do russo Vladimir Putin, o governo Donald Trump insiste que Zelensky abra mão das áreas nas regiões de Donetsk e Luhansk que ainda controla. No segundo semestre, a Casa Branca pretende voltar sua atenção para a política interna e as midterms, eleições de meio de mandato nas quais o controle do Congresso está em jogo.

    Embora Zelensky já tenha afirmado que ir às urnas seria impossível enquanto o país permanece sob lei marcial e ataques russos diários, a reportagem indica que seu governo considera realizar eleições nacionais juntamente com um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia. Segundo o FT, porém, a implementação do plano ainda dependeria do progresso nas negociações com a Rússia, mediadas pelos americanos, enquanto Moscou não demonstra disposição de fazer concessões em relação às suas exigências maximalistas.

    Na semana passada, a agência de notícias Reuters havia noticiado que negociadores dos Estados Unidos e da Ucrânia discutiram a possibilidade de submeter um tratado potencial a consulta pública, possivelmente já em maio.

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    A questão da segurança

    Em entrevista à agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, uma fonte anônima da presidência do país enfatizou que não há oposição ao pleito, mas que é preciso garantir a segurança da população.

    “Se os russos estão matando pessoas todos os dias, como podemos anunciar ou considerar seriamente eleições nas próximas semanas? Ninguém é contra as eleições, mas a segurança precisa ser garantida”, disse o funcionário do gabinete de Zelensky.

    Matthew Whitaker, embaixador americano na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), rejeitou durante coletiva de imprensa em Munique, na segunda-feira, as alegações de que os Estados Unidos estabeleceram um prazo para o fim da guerra até junho. Enquanto isso, o portal de notícias Kyiv Independent também reportou, citando fontes da presidência, que, até o momento, Zelensky não planeja anunciar eleições nem um referendo em 24 de fevereiro.

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    “Sem segurança, sem possibilidade”, disse uma autoridade.

    O argumento foi sublinhado por um novo ataque russo ao país na madrugada desta quarta. A Força Aérea ucraniana afirmou que 129 drones foram disparados pela Rússia, 112 dos quais foram abatidos ou neutralizados. Ao menos quatro pessoas morreram.

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