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Sob ataques do Irã, Emirados Árabes dizem ter destruído mais de 160 mísseis e drones

Ministério da Defesa do país condenou os ataques, descrevendo-os como uma grave violação da soberania nacional

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 mar 2026, 15h20 • Atualizado em 2 mar 2026, 15h32
  • O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram e destruíram nove mísseis balísticos, seis mísseis de cruzeiro e 148 drones nesta segunda-feira, 2, em meio aos ataques do Irã em retaliação contra a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel, no último sábado.

    Desde o início dos ataques, que miram bases militares americanas e países aliados de Washington no Oriente Médio, um total de 174 mísseis balísticos, oito mísseis de cruzeiro e 689 drones foram detectados em direção ao país, tornando os Emirados Árabes Unidos a nação do Golfo Árabe mais visada por Teerã.

    Segundo o ministério, as forças de defesa aérea conseguiram interceptar 161 mísseis balísticos, 645 drones e todos os oito mísseis de cruzeiro. Outros 13 mísseis balísticos caíram no mar e 44 drones atingiram o território do país. Os ataques deixaram três mortos e 68 feridos.

    As autoridades destacaram que as operações de defesa alcançaram uma taxa de sucesso superior a 90%, com apoio dos sistemas de defesa aérea de alta altitude Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) e dos mísseis MIM-104 Patriot, fornecidos pelos Estados Unidos.
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    No sábado 28, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, matando dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes por todo o Oriente Médio, atingindo com sucesso uma base naval americana no Bahrein, aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait, arranha-céus em Dubai e no Bahrein, bem como portos marítimos.

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    O ministério dos Emirados Árabes condenou os ataques, descrevendo-os como uma grave violação da soberania nacional e do direito internacional.

    Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, informou a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Nove israelenses morreram devido à retaliação, bem como cinco pessoas em países do Golfo visados por abrigarem bases militares americanas: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.

    Apesar disso, nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que seu país não sente “nenhuma hostilidade” em relação aos países do Golfo.

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    “O Irã não tem nenhuma hostilidade em relação aos países do Golfo Pérsico e está determinado a manter relações de boa vizinhança com eles”, afirmou ele em conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi. “A retaliação defensiva do Irã contra as bases militares americanas não deve ser considerada um ataque iraniano contra esses países”, acrescentou.

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