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Senado do Canadá aprova gênero neutro em hino nacional

Projeto de lei propõe mudança em trecho do hino em sua versão em inglês, modificando a palavra “filhos” para “nós”, projeto ainda precisa de aprovação real

O Senado do Canadá aprovou um projeto de lei que propõe mudar um trecho do hino nacional em sua versão em inglês para mantê-lo em gênero neutro (o Canadá é uma nação bilíngue, onde o francês também é língua oficial, a versão francesa do hino, no entanto, não faz menções específicas a homens ou mulheres). O projeto venceu a votação na câmara em 2016 e agora segue para aprovação do governador geral, que representa a Rainha Elizabete II em solo canadense.

O hino “O Canada” traz uma estrofe que diz “a todos vossos filhos comanda”, a lei então propõe substituir essa estrofe por “a todos nós comanda”. A mudança gera debates acalorados no país, com o partido Conservador segurando a aprovação desde 2016.

O Canada” é o hino oficial do país desde 1980 e já recebeu 12 proposta de alteração da palavra “filhos”, nenhuma bem sucedida até agora. O hino foi escrito por Robert Stanley Weir e já sofreu outras alterações na versão inglesa. Na versão francesa, a palavra não aparece, já que o hino possui letras completamente distintas em cada uma das línguas.

Em 2010, uma proposta similar foi rejeitada pelo Partido Conservador. Este novo projeto é de autoria do deputado liberal Mauril Bélanger, que faleceu em 2016 após ser diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (Ela).

Muitos canadenses comemoraram a aprovação, considerando um avanço do país rumo à igualdade de gênero, incluindo a escritora canadense, Margaret Atwood, que agradeceu a aprovação no Twitter, e a ex-primeira-ministra Kim Campbell.

Mas alguns não aprovaram a mudança, se recusando a mudar a maneira como cantam o hino.

Comentários

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  1. Ronaldo Freitas

    Essa é a maior contradição dos esquerdopatas. Gritam a favor do feminismo e promovem o transsexualismo. Está aí no atleta Tifanny a grande prova de que não existe a igualdade biológica. Machos e Fêmeas possuem papais diferentes na natureza, no físico, na criação, na emoção e no intelecto. Somente déspotas podem obrigar seres humanos a essa igualdade.

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