Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Senado da Argentina aprova reforma trabalhista proposta por Milei

Texto voltou à Casa após passar por modificações na Câmara e agora segue para sanção presidencial

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 22h47 • Atualizado em 27 fev 2026, 22h50
  • O Senado da Argentina aprovou na noite desta sexta-feira, 27, a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. O texto foi aprovado com 42 votos a favor, 28 contrários e duas abstenções e agora segue para a sanção presidencial.

    A reforma, um objetivo crucial da segunda metade do mandato de Milei, já havia sido aprovada pelo Senado na semana passada, mas sofreu modificações na Câmara dos Deputados e, por isso, precisou retornar à Câmara Alta para a aprovação definitiva.

    O projeto integra o pacote de reformas estruturais defendido pelo presidente ultraliberal para reduzir custos trabalhistas, estimular investimentos e formalizar empregos em um mercado em que cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.

    Entre os principais pontos do texto estão:

    • Ampliação do período de experiência para até seis meses, podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos, com indenizações reduzidas;
    • Flexibilização da jornada de trabalho, permitindo até 12 horas diárias com compensação de horas;
    • Mudanças nas regras de demissão e possibilidade de parcelamento de indenizações;
    • Restrições ao direito de greve em serviços essenciais, exigindo funcionamento mínimo entre 50% e 75%;
    • Flexibilização das férias e alterações na negociação coletiva.
    Continua após a publicidade

    Para viabilizar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original, incluindo a retirada de um artigo que permitiria o pagamento de salários em moeda estrangeira ou por carteiras digitais.

    A reforma não se aplica a servidores públicos nacionais, provinciais ou municipais, exceto nas regras relativas a greves em serviços essenciais.

    Segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios do Indec, referente ao terceiro trimestre de 2025, a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, o que representa uma taxa de desocupação de 6,6%.

    Continua após a publicidade

    Apesar do índice relativamente estável, o país enfrenta inflação elevada, perda de poder de compra e forte ajuste fiscal promovido pelo governo.

    Desde que assumiu, Milei implementou cortes de gastos públicos e medidas de desregulação econômica que dividiram o país.

    Enquanto setores empresariais defendem as reformas como necessárias para recuperar a confiança e atrair investimentos, sindicatos e movimentos sociais acusam o governo de precarizar direitos históricos dos trabalhadores.

    Continua após a publicidade

    Greve e protestos

    O dia foi marcado por uma nova paralisação contra a reforma. A greve foi organizada pela Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne mais de 100 sindicatos. O lema escolhido para o ato foi “Contra a reforma trabalhista, pelos nossos direitos e por aumentos salariais já”.

    Continua após a publicidade

    Diferentemente da paralisação realizada na semana passada, a nova greve não conta com o apoio da Confederación General del Trabajo (CGT), que optou por aguardar o resultado da votação.

    A greve desta sexta-feira e seus efeitos, inclusive no Brasil, evidenciam a dimensão regional da crise política e econômica argentina, num momento em que o governo tenta acelerar mudanças estruturais sob forte contestação social.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).