Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Sem vacinas, Coreia do Norte combate Covid-19 com remédios caseiros

O país, que ainda não iniciou a campanha de vacinação, registra 50 mortes e mais de um milhão de casos da doença

Por Da Redação 16 Maio 2022, 15h21

A Coreia do Norte revelou nesta segunda-feira, 16, que 50 pessoas morreram por Covid-19, no que seria o primeiro surto da doença confirmado pelo governo do país. Desde o início da pandemia, a nação liderada por Kim Jong Un afirmava não ter nenhum caso da doença em seu território. Sem campanha de vacinação vigente, o país está usando antibióticos e remédios caseiros para tratar as infecções.

Até a semana passada, autoridades da Coreia do Norte insistiam que o país estava livre do coronavírus. Agora, o governo está mobilizando forças, incluindo o Exército, para combater o que reconheceu ser um surto “explosivo” da doença.

+ Coreia do Norte anuncia primeira morte por Covid-19

Em entrevista a uma emissora estatal nesta segunda-feira, o vice-ministro da Saúde Pública, Kim Hyong Hun, disse que o país mudou de uma quarentena para um sistema de tratamento para lidar com as centenas de milhares de casos suspeitos de “febre” relatados todos os dias. De acordo com a imprensa estatal, 50 pessoas morreram, mais de um milhão sofrem de “febre” e pelo menos 564.860 estão passando por tratamento médico.

Em resposta ao surto, Kim Jong Un “criticou de modo veemente” os profissionais da área de saúde pelo que considerou uma resposta deficiente à prevenção epidêmica, segundo a agência oficial de notícias KCNA. Além disso, o chefe de Estado também condenou a falta de suprimentos nas farmácias, que, segundo ele, não cumpriram a ordem de funcionar 24 horas por dia.

Para tentar frear a propagação do vírus, o líder norte-coreano ordenou o confinamento da população em todo o país e convocou o corpo médico do exército para distribuir medicamentos na cidade de Pyongyang, onde o número de infectados é maior.

Continua após a publicidade

A Coreia do Norte é um dos únicos países no mundo que ainda não iniciaram uma campanha de vacinação. Para tratar a Covid-19 e seus sintomas, a mídia estatal recomendou o uso de analgésicos e remédios para baixar a febre, como ibuprofeno, amoxicilina e outros antibióticos. 

Os remédios não combatem coronavírus e geralmente são prescritos para infecções bacterianas. Entre as recomendações veiculadas na imprensa local, também estão o uso de soluções caseiras como gargarejo com água salgada ou o preparo de chás. 

Embora não afirme que antibióticos e remédios caseiros eliminarão a doença, o país tem um longo histórico de desenvolvimento de tratamentos não comprovados cientificamente. Alguns têm raízes em medicamentos tradicionais da Coreia do Norte, enquanto outros foram desenvolvidos para compensar a falta de medicamentos modernos.

Desde o início da pandemia, a nação mantém um rígido bloqueio contra o coronavírus, embora especialistas tenham afirmado que, com a presença da variante Ômicron na região, seria uma questão de tempo até que a doença se propagasse.

Apesar de possuir um grande número de médicos treinados e experiência em mobilização para emergências de saúde, o sistema médico da Coreia do Norte está com falta de recursos. Especialistas afirmam que os hospitais do país são mal equipados, com poucas unidades de terapia intensiva. Segundo analistas internacionais, a nação também não teria capacidade para realização de testes de Covid em larga escala.

Em um relatório de março, um investigador independente de direitos humanos das Nações Unidas afirmou que a saúde norte-coreana sofria com “falta de investimento em infraestrutura, equipe médica, equipamentos e medicamentos, além de fornecimento irregular de energia e instalações inadequadas de água e saneamento”.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou alguns kits de saúde e outros suprimentos para a Coreia do Norte. Os vizinhos China e Coreia do Sul também se ofereceram para enviar ajuda se Pyongyang solicitar.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)