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‘Sem limite ético’: governo Lula condena Israel por ataque a civis em Gaza

Nova subida de tom contra Tel Aviv ocorre após exército israelense abrir fogo contra palestinos que faziam fila por comida na Cidade de Gaza

Por Da Redação
Atualizado em 1 mar 2024, 12h44 - Publicado em 1 mar 2024, 10h22

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro condenou nesta sexta-feira, dia 1º, um ataque de Israel contra civis palestinos que estavam em uma fila por comida na Cidade de Gaza, no norte do enclave. O incidente, que ocorreu no meio de uma multidão aglomerada ao redor de caminhões de ajuda humanitária, levou à morte de ao menos 104 pessoas e feriu mais de 750 por tiros, pisoteio ou atropelamento. Em resposta, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já vinha subindo o tom com Tel Aviv, disse que a administração israelense “não tem qualquer limite ético ou legal”.

“O governo [do primeiro-ministro Benjamin] Netanyahu volta a mostrar, por ações e declarações, que a ação militar em Gaza não tem qualquer limite ético ou legal. E cabe à comunidade internacional dar um basta para, somente assim, evitar novas atrocidades. A cada dia de hesitação, mais inocentes morrerão”, disse o Itamaraty em comunicado.

O texto reafirmou o repúdio do Brasil “a toda e qualquer ação militar contra alvos civis, sobretudo aqueles ligados à prestação de ajuda humanitária e de assistência médica” e voltou a pedir um cessar-fogo imediato.

“Incentivo velado”

O governo Lula afirmou ainda que as aglomerações em torno de caminhões de ajuda humanitária demonstram “a situação desesperadora a que está submetida a população civil da Faixa de Gaza“, algo que qualificou como “intolerável”. Além de criticar a comunidade internacional pela “inação” diante de denúncias das Nações Unidas e outros órgãos a respeito da “sistemática retenção de caminhões nas fronteiras com Gaza”, o texto afirmou que essa postura é “incentivo velado” para a administração do premiê Benjamin Netanyahu.

“A inação da comunidade internacional diante dessa tragédia humanitária continua a servir como velado incentivo para que o governo Netanyahu continue a atingir civis inocentes e a ignorar regras básicas do direito humanitário internacional”, disse o Itamaraty.

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O comunicado pediu a implementação das medidas emitidas pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), no final de janeiro, que demandam que Israel tome todas as medidas ao seu alcance para impedir a prática de atos considerados como genocídio. A decisão do tribunal de Haia, porém, não tem capacidade hábil para implementar qualquer recomendação na prática.

Ataque a fila de comida

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) abriram fogo contra um grupo de palestinos em uma fila de comida na quinta-feira 29, matando ao menos 104 pessoas e ferindo outras 760. O incidente caótico teria ocorrido enquanto os civis se reuniam ao redor de caminhões com suprimentos na Cidade de Gaza.

Logo depois que os palestinos se aglomeraram em torno dos caminhões, tanques e drones israelenses começaram a disparar contra a multidão na Rua Haroun Al Rasheed, no oeste da Cidade de Gaza, na área de Sheikh Ajleen.

De acordo com depoimento de um militar israelense à emissora americana CNN, as FDI usaram munição real contra o grupo porque “a multidão se aproximava das forças de uma maneira que representava uma ameaça aos soldados, que responderam à ameaça com fogo real. O incidente está sob revisão”.

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