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Rússia, Ucrânia e EUA marcam 1º encontro para negociações de paz, anuncia Zelensky

Até agora, houve apenas reuniões bilaterais entre os três países. Processo emperrado parece ter encontrado novo ímpeto com nova agenda de tratativas

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 13h30 •
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta quinta-feira, 22, após encontro com seu homólogo americano, Donald Trump, às margens do Fórum Econômico Mundial, Em Davos, que delegações dos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia terão o primeiro encontro conjunto para negociar o fim da guerra iniciada por Vladimir Putin contra seu vizinho. Até agora, houve apenas encontros bilaterais entre os três países.

    O anúncio vem depois de Trump afirmar que Zelensky era o principal motivo pelo qual um acordo de paz ainda não havia sido alcançado, mas após a reunião com o ucraniano, voltou sua bazuca oral para o líder russo. “O encontro foi muito bom. A mensagem para Putin é: a guerra tem de acabar”, disse a repórteres.

    A atual rodada promovida pelos Estados Unidos para buscar um arranjo de paz, a terceira desde que o republicano voltou ao poder há um ano, estava emperrada, mas parece ter encontrado um novo ímpeto. Ainda nesta quinta, o enviado especial de Trump Steve Witkoff e seu genro, Jared Kushner, irão a Moscou para um encontro com Putin. Em Davos, ambos se encontraram com uma delegação ucraniana e com o negociador russo Kirill Dmitriev.

    No fórum de Davos, além disso, Zelensky voltou a cobrar unidade na Europa em torno da defesa da Ucrânia, repetindo a ideia de que a guerra pode ameaçar outras nações do continente se não for encerrada. E, apesar de ter, como sempre, mantido a postura deferente para com Trump, questionou o comprometimento dos Estados Unidos com a Otan, a aliança militar transatlântica que entrou em crise devido à exigência do presidente americano sobre o controle da Groenlândia, a ilha no Ártico que pertence à Dinamarca, membro fundador do grupo.

    A guerra na Ucrânia completará quatro anos daqui a um mês. O momento é de violentos ataques russos durante o inverno, que deixaram milhares sem aquecimento e energia em meio a temperaturas polares.

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