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Rússia bloqueia WhatsApp e plataforma acusa governo de vigilância com app estatal

Kremlin alega 'relutância' da Meta em adequar-se à legislação local e tenta implementar a Max, sua própria plataforma de mensagens

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 09h54 • Atualizado em 12 fev 2026, 10h17
  • O governo da Rússia confirmou nesta quinta-feira, 12, o bloqueio do aplicativo de mensagens WhatsApp no país devido à “relutância” da Meta, sua empresa-mãe, em adequar-se à legislação local. A plataforma, por sua vez, acusa o Kremlin de tentar “empurrar” seus usuários para um app estatal russo com o objetivo de “vigilância”.

    Moscou argumentou que tanto o WhatsApp quanto o Telegram, outra rede de mensagens, descumpriram a lei ao se recusarem a armazenar dados de usuários russos em servidores localizados no país. O órgão regulador de comunicações da Rússia, o Roskomnadzor, vinha emitindo alertas sucessivos para que a rede pertencente à Meta, de Mark Zuckerberg, se adequasse às normas locais.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à emissora britânica BBC que o WhatsApp poderá retomar as operações no país caso passe a obedecer às exigências legais e estabeleça diálogo com as autoridades.

    Em comunicado divulgado na noite de quarta-feira, o WhatsApp afirmou que o governo russo “tentou bloquear completamente” o serviço no território russo.

    “Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia”, diz o texto compartilhado pela empresa. “Continuamos fazendo tudo o que podemos para manter os usuários conectados”, conclui.

    Nos últimos meses, o acesso ao Telegram também passou por restrições, sob alegação de falhas de segurança. O aplicativo é um dos mais utilizados na Rússia, inclusive por forças militares, uma posição que o WhatsApp já havia ocupado no passado. No entanto, após a Meta ser classificada como organização extremista pelo governo Vladimir Putin em 2022, plataformas do grupo, como Instagram e Facebook, foram bloqueadas e só podem ser acessadas por meio de redes virtuais privadas (VPNs).

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    “Aplicativo de vigilância estatal”

    Segundo o WhatsApp, a tentativa de bloqueio estaria relacionada a um esforço das autoridades russas para direcionar a população a um “aplicativo de vigilância estatal” desenvolvido na Rússia, chamado Max.

    A partir de 2025, o governo exige que o Max venha pré-instalado em novos dispositivos vendidos no país. A plataforma criada pelo grupo russo VK é apresentada como um “superaplicativo” que reúne mensagens, serviços governamentais e acesso a lojas online. Diferentemente do WhatsApp, a rede não oferece criptografia de ponta a ponta.

    “O Max é uma alternativa acessível, um mensageiro em desenvolvimento, um mensageiro nacional, e está disponível no mercado para os cidadãos como alternativa”, declarou Peskov.

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    O diretor executivo do Telegram, o empresário russo Pavel Durov, afirmou anteriormente que o governo russo está restringindo o acesso ao seu serviço na tentativa de forçar a população a usar o aplicativo estatal para fins de vigilância e censura política.

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