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Rússia alerta Trump contra ‘erro fatal’ ao endurecer cerco à Venezuela

Moscou critica decisões unilaterais de Washington, diz que sanções ameaçam navegação internacional e pede diálogo de Washington com Maduro

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 dez 2025, 15h27 •
  • O governo da Rússia afirmou nesta quinta-feira, 18, esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não cometa um “erro fatal” ao endurecer a política contra a Venezuela. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores russo demonstrou preocupação com decisões unilaterais de Washington que, segundo Moscou, ameaçam a navegação internacional e elevam a tensão na região.

    O alerta do Kremlin ocorre após Washington ordenar, na terça-feira, o bloqueio de petroleiros ligados ao regime venezuelano, intensificando um embargo já em vigor.

    Segundo a chancelaria russa, navios do gênero carregados com milhões de barris de petróleo permanecem parados em águas venezuelanas por medo de apreensão. “Observamos uma escalada contínua e deliberada em torno da Venezuela, um país amigo da Rússia. É particularmente preocupante o caráter unilateral das decisões que ameaçam a navegação internacional”, afirmou o ministério em nota.

    Moscou declarou esperar que a administração Trump, descrita como “racional e pragmática”, evite ações que possam gerar consequências imprevisíveis para todo o Hemisfério Ocidental. O governo russo voltou a defender a normalização do diálogo entre Washington e Caracas e reiterou apoio ao venezuelano Nicolás Maduro.

    O posicionamento russo veio após Trump ordenar a apreensão de todos e quaisquer petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela, como parte da estratégia para ampliar a pressão sobre o regime chavista. Na prática, a medida intensificou um embargo já existente, depois que os Estados Unidos capturaram, na semana passada, o Skipper, carregado com US$ 80 milhões em petróleo próximo à costa venezuelana.

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    Em outra manifestação, o Kremlin pediu moderação aos países da região. “Vemos um aumento perigoso das tensões”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, lembrando que o presidente Vladimir Putin conversou recentemente por telefone com Maduro. “É essencial evitar desdobramentos imprevisíveis.”

    Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Caribe, sob a justificativa da necessidade de combater o narcotráfico, e ampliaram acusações contra a ditadura, que Washington associa a redes criminosas e taxou de “organização terrorista estrangeira”. Caracas classificou a apreensão de petroleiros como “pirataria internacional” e alega que Trump deseja derrubar Maduro e se apossar das riquezas venezuelanas.

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