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Reunião entre Lula e Trump já tem data e local para acontecer

Fontes da diplomacia brasileira confirmam ao Radar o acerto para que os dois presidentes se encontrem na Ásia no domingo

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 out 2025, 19h35 • Atualizado em 21 out 2025, 06h25
  • A reunião entre Lula e Donald Trump já tem data e local para acontecer. Fontes da diplomacia brasileira confirmaram ao Radar o acerto entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para que os presidentes façam o encontro oficial às margens da cúpula da Asean, em Kuala Lumpur, capital da Malásia, no próximo domingo. O petista viaja para a Ásia nesta terça-feira, 21.

    O avanço para a bilateral de alto nível vem na esteira da reunião do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, na última quinta-feira.

    Apesar de ainda não haver anúncio oficial da agenda, a avaliação entre negociadores de ambas as partes é de que o encontro na Malásia só não acontecerá se algum imprevisto de força maior exigir o retorno de um dos dois ao próprio país – como, hipoteticamente, alguma consequência mais grave da paralisação orçamentária do governo americano.

    Interlocutores da diplomacia brasileira esperam que, depois de uma etapa em que Lula e Trump conversem a sós, auxiliares ministeriais dos presidentes possam se juntar à conversa com conteúdo técnico sobre o tarifaço a importações brasileiras.

    A pauta deve incluir as punições do Judiciário brasileiro às big techs e a proposta do governo Lula de regulação das plataformas.

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    Em um momento de nova escalada da tensão comercial entre Washington e Pequim, há a expectativa sobre a possibilidade de um acordo em torno das reservas brasileiras de terras raras, as segundas maiores do mundo. Não se descarta que o governo americano busque negociar uma limitação às exportações dos minerais críticos à China.

    A guerra russa na Ucrânia deve entrar em pauta não sob a ótica militar, mas, sim, pela visão de Washington de que o Brasil financia o esforço de guerra de Vladimir Putin por meio das importações de óleo diesel e fertilizantes. Segundo maior produtor de alimentos do mundo, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes usados na agricultura, um terço dos quais vêm da Rússia.

    Na área dos combustíveis, aliás, o governo Lula pode se mostrar disposto a oferecer uma redução da tarifa brasileira sobre a importação de etanol dos EUA, hoje em 18%.

    Com o cerco das forças armadas americanas no mar do Caribe, é difícil imaginar que Lula e Trump não discutam os temores em torno de uma intervenção militar pela deposição do regime de Nicolás Maduro. O brasileiro tem feito declarações públicas contrárias a essa possibilidade, sempre evitando o nome do presidente americano.

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