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Repressão a protestos contra golpe deixa mais de 90 mortos em Mianmar

Militares ameaçaram atirar "nas costas e na cabeça" de insurgentes que pedissem por democracia neste final de semana

Por Julia Braun 27 mar 2021, 12h13

Em dia de muita violência, ao menos 91 pessoas, incluindo três menores de idade, morreram durante a repressão aos protestos contra o golpe militar em Mianmar, segundo a imprensa mundial. Os manifestantes saíram às ruas neste sábado, 27, ao mesmo tempo em que os militares realizavam um desfile na capital Naipidau para celebrar o Dia das Forças Armadas.

Na sexta, os militares usaram rádios e televisões estatais para tentar inibir possíveis protestos, ameaçando atirar “nas costas e na cabeça” de insurgentes que reinvidicassem por democracia durante as homenagens às Forças Armadas. Mesmo assim, os protestos tomaram as ruas de Yangon, Mandalay e de outras cidades.

Grande parte das mortes ocorreu em Rangum, a maior cidade do país. Em um dos episódios de violência, pelo menos quatro pessoas morreram quando as forças de segurança abriram fogo contra uma multidão que protestava do lado de fora de uma delegacia de polícia no subúrbio de Dala, em Yangon

Em comunicado, a União Europeia afirmou que este dia será lembrado por “terror e desonra” e que as ações durante os protestos são “indefensáveis”. O embaixador do Reino Unido no país afirmou que as mortes “falam por si sobre as prioridades da junta militar.”

Alguns governos, porém, compareceram ao desfile das Forças Armadas, em um sinal de apoio ao novo governo militar. Entre as nações que enviaram representantes estão Rússia, China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã, Laos e Tailândia.

Desde o dia 1º de fevereiro, quando a junta militar tomou o controle de Mianmar alegando fraude eleitoral, estima-se que mais de 3.000 pessoas foram presas e outras 300 já perderam a vida por causa da repressão.

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