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Renee Nicole Good: quem era a mulher morta por agente do ICE nos EUA

Vítima era mãe de três filhos e poetisa premiada

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 11h01 •
  • Um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) matou a tiros uma mulher durante uma uma ampla operação de fiscalização migratória em Minneapolis, no estado de Minnesota, na quarta-feira 7. Renee Nicole Macklin Good, de 37 anos, era mãe de três filhos e havia se mudado para a cidade há pouco tempo, vinda de Kansas City, no Missouri. Ela era uma poetisa premiada e, segundo membros da comunidade local, estava no local como observadora legal da atuação dos agentes de imigração.

    Sua mãe, Donna Ganger, disse ao jornal local Minnesota Star Tribune que sua filha estava “provavelmente apavorada” pela abordagem. Ela definiu Renee como “uma das pessoas mais gentis que já conheci”, acrescentando: “Ela cuidou das pessoas a vida toda. Era amorosa, compreensiva e carinhosa. Era um ser humano incrível”.

    Renee estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, e ganhou um prêmio de graduação da Academia de Poetas Americanos pela obra “Sobre Aprender a Dissecar Fetos de Porcos” em 2020. No mesmo ano, ela se formou na Faculdade de Artes e Letras da universidade, com diploma em Inglês.

    “Quando não está escrevendo, lendo ou falando sobre escrita, ela faz maratonas de filmes e cria arte bagunçada com sua filha e seus dois filhos”, dizia sua biografia no edital do prêmio, que aparentemente foi removida, mas foi citada pela imprensa americana.

    O Minnesota Star Tribune informou que Renee apresentava um podcast com seu segundo marido, Tim Macklin, que faleceu aos 36 anos em 2023 e com quem teve um filho, hoje com 6 anos. Ela também teve outros dois filhos com o primeiro marido, que preferiu não ser identificado. Ele disse que Renee era uma cristã devota que participou de viagens missionárias para jovens na Irlanda do Norte na juventude e uma mãe dedicada, sem laços com o ativismo. O presidente Donald Trump alegou, sem provas, que ela era uma “agitadora profissional”.

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    + Americanos vão às ruas em protesto à morte de mulher por agente do ICE em Minneapolis

    Entenda o caso

    Renee dirigia por um bairro residencial ao sul do centro de Minneapolis, a apenas 1,6 km de onde George Floyd foi assassinado pelo policial Derek Chauvin em maio de 2020, quando foi morta. No vídeo, é possível ver que ela acelera quando agentes, de maneira agressiva, se aproximam do seu carro. Em seguida, um deles saca uma arma e dispara através da janela, que estava abaixada, na direção do rosto da mulher. Ao fundo, uma testemunha que gravou o momento, grita: “Meu Deus, que p*rra você acabou de fazer?”.

    Em resposta, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) alegou que “tentou atropelá-los e os atingiu com seu veículo”, em um “ato de terrorismo doméstico”, o que teria levado o agente a agir em legítima defesa. O vídeo mostra, no entanto, o oposto: Maclin Good dirigia o SUV para o lado oposto ao do agente, sem que ele estivesse na mira.

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    Emily Heller, que afirmou que o incidente ocorreu perto de sua casa, disse à Rádio Pública de Minnesota que ouviu agentes do ICE gritaremà motorista: “Saia daqui”. Heller contou que “ela (a vítima) estava tentando dar a volta, e o agente do ICE estava na frente do carro dela, e ele sacou uma arma e a encostou bem no para-choque dela – tipo, a barriga dele estava no para-choque – e ele se inclinou sobre o capô do carro e atirou no rosto dela umas três ou quatro vezes”.

    A versão “absurda” do governo de Donald Trump foi recebida com indignação pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.

    “Eles já estão tentando distorcer isso, alegando ser um ato de legítima defesa. Tendo visto o vídeo, quero dizer a todos diretamente: isso é uma grande mentira”, disse o prefeito, enquanto criticava o envio de mais de 2.000 agentes federais para as cidades gêmeas de Minneapolis e St. Paul como parte de uma campanha de repressão à imigração.

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    “O que eles estão fazendo não é proporcionar segurança na América. O que eles estão fazendo é causar caos e desconfiança”, continuou Frey. “Eles estão destruindo famílias. Estão semeando o caos em nossas ruas e, neste caso, literalmente matando pessoas.”

     

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