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Reino Unido lança helicóptero autônomo em meio às tensões no Atlântico

Lançamento de veículo revela preocupação dos países do Atlântico Norte com possível conflito armado na região

Por Luiza Zubelli
16 jan 2026, 18h53 •
  • A Marinha Real do Reino Unido anunciou, nesta sexta-feira, 16, que seu primeiro helicóptero autônomo, projetado para rastrear submarinos e realizar outras missões de alto risco, concluiu o voo inaugural com sucesso. Desenvolvido com um incentivo de 60 milhões de libras (cerca de 431 milhões de reais), o lançamento de um veículo desse tipo revela a preocupação dos países do Atlântico Norte com o possível surgimento de um conflito armado na região.

    A área vem ganhando crescente foco em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem expressado abertamente o desejo de anexar a Groenlândia. Embora tenha governo autônomo, a Groenlândia permanece sob soberania dinamarquesa e, portanto, protegida pelo guarda-chuva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental que os Estados Unidos chefiam.

    O helicóptero é equipado com sensores e um sistema de software que o ajudam a interpretar o ambiente e tomar decisões a partir disso.

    “O Proteus representa uma mudança radical na forma como a aviação marítima pode oferecer persistência, adaptabilidade e alcance – realizando missões perigosas em locais desafiadores sem colocar os operadores humanos em risco”, disse Nigel Colman, diretor administrativo da empresa que projetou a aeronave.

    A Marinha Real britânica já opera diversos drones, mas o Proteus é maior e mais sofisticado. Segundo a instituição, ele servirá como plataforma de testes para asas aéreas híbridas.

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    O interesse dos EUA em ocupar a ilha no Ártico revela o objetivo claro de monitorar mais de perto as águas navegadas por navios e submarinos russos e chineses, além de acompanhar qualquer atividade no trecho do oceano Atlântico em questão. A Rússia, por sua vez, afirma que a alegação de que Moscou e Pequim representam uma ameaça à Groenlândia é um mito.

    Mais cedo, nesta sexta-feira, o enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia, Jeff Landry, disse acreditar que um acordo sobre o território “pode e deve” ser alcançado. Seus comentários encerram uma semana agitada sobre a temática, com uma reunião na Casa Branca que terminou em impasse e o envio de uma força europeia para reforçar a segurança da ilha no Ártico, um território semiautônomo que pertence à Dinamarca.

    Em entrevista à emissora conservadora Fox News, Landry reiterou que Trump está “falando sério” sobre seus planos de tomar controle da Groenlândia. Embora a Casa Branca insista em um acordo comercial para cumprir o objetivo, não descartou a possibilidade de ação militar.

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    “Eu acredito que há um acordo que deve e será feito assim que isso se desenrolar”, disse o enviado dos Estados Unidos. “Acho que (Trump) já deixou claras as suas intenções. Ele disse à Dinamarca o que está buscando, e agora é uma questão de o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-presidente J.D. Vance chegarem a um acordo.”

    Diversos países europeus começaram a enviar militares para a Groenlândia na quinta-feira 15, incluindo França, Suécia, Alemanha, Noruega e Países Baixos, além, claro, da Dinamarca – uma força batizada de “Arctic Endurance” que tem objetivo de preparar as Forças Armadas para exercícios futuros no Ártico e “garantir a segurança diante das ameaças russas e chinesas no Ártico”.

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