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Putin nega planos de guerra com a Europa e diz que ‘nível de histeria está aumentando’

Após incursões de drones russos, líderes europeus passaram a acusar o governo russo de travar uma guerra híbrida contra o continente

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 dez 2025, 10h21 • Atualizado em 17 dez 2025, 11h05
  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira, 17, que não tem intenção de entrar em um conflito militar com a Europa — que acusa o Kremlin de lançar uma guerra híbrida contra o continente, uma estratégia que combina táticas militares com outras variadas, como campanhas de desinformação e ciberataques. A preocupação, segundo Putin, é sintoma de uma “histeria” europeia.

    “No Ocidente falam em se preparar para uma grande guerra, e o nível de histeria está aumentando. As declarações sobre uma ameaça russa são mentiras. Buscamos cooperação mútua com os Estados Unidos e os estados europeus”, disse ele em um evento do Ministério da Defesa.

    No início deste mês, Putin elevou o tom e advertiu que seu governo “não planeja entrar em guerra com a Europa; mas se a Europa entrar, estamos prontos agora mesmo”. A repórteres, o líder russo falou sobre “propostas inaceitáveis” para o fim da guerra com a Ucrânia, a caminho de completar quatro anos, e ironizou que os europeus “estão ofendidos por terem sido, por assim dizer, excluídos das negociações”.

    A nova declaração ocorre um dia após países do flanco leste da União Europeia (UE) assinarem uma declaração conjunta em que afirmavam que era imprescindível a priorização “imediata e urgente” das suas capacidades defensivas frente à crescente ameaça russa. O documento — elaborado por Suécia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária — também advertiu que a sensação de segurança “mudou de forma irreversível” pela invasão à Ucrânia e pelas incursões de drones atreladas a Moscou.

    Desde setembro, drones romperam os céus da Polônia, Romênia, Estônia e Bélgica, parte do que a Europa entende como uma guerra híbrida. No final de novembro, caças romenos e alemães da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar ocidental, foram enviados para a fronteira da Romênia com a Ucrânia em resposta a uma incursão de drones no espaço aéreo de Bucareste — classificada pelo seu governo como uma provocação russa, em nova escalada das tensões na região.

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    Pressão dos EUA

    Em meio à instabilidade na Europa, os Estados Unidos planejam uma nova rodada de sanções contra o setor energético da Rússia, de acordo com a agência de notícias Bloomberg. A medida, que seria anunciada ainda nesta semana, teria como objetivo pressionar Putin em caso de negativa ao plano de paz elaborado por Donald Trump.

    A Casa Branca também estaria cogitando opções como atacar a frota paralela de petroleiros russos ou os operadores que facilitam compras de petróleo produzido no país. A ideia, segundo a Bloomberg, já teria sido discutida pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, com embaixadores europeus. Em outubro, Trump anunciou sanções contra as duas maiores petrolíferas russas, Rosneft e Lukoil.

    Na terça-feira, 16, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que o plano para encerrar a guerra, mediado pelos Estados Unidos, está praticamente finalizado e poderá ser apresentado à Rússia “em dias”. A indicação vem depois de dois dias de negociações entre autoridades ucranianas e americanas em Berlim, durante os quais Washington declarou que “90% das questões difíceis” entre Kiev e Moscou haviam sido resolvidas. Putin, porém, não deu nenhum sinal de que está pronto para fazer concessões.

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