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Protestos violentos eclodem na China após morte de adolescente

Manifestantes acusam autoridades de acobertar verdadeira causa de morte de menino de 17 anos; oficialmente, caso é tratado como 'acidente'

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2025, 09h53
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Protestos violentos tomaram as ruas da província de Shaanxi, na China, desde a semana passada, após a morte de um adolescente em Pucheng, um condado regional, levantar suspeitas de que autoridades locais acobertaram a verdadeira causa do óbito de um menino de 17 anos, identificado apenas pelo sobrenome Dang. 

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, dezenas de manifestantes aparecem arremessando objetos contra policiais do lado de fora da Escola Técnica Profissional de Pucheng, em Shaanxi. Em resposta, os agentes reagiram com força, agredindo pessoas e as derrubando no chão.

A revolta foi desencadeada pela morte de um estudante do terceiro ano do Ensino Médio, em 2 de janeiro. De acordo com um comunicado oficial, Dang estava dormindo quando foi acordado por outros estudantes que estavam conversando em seu dormitório, o que gerou uma briga. Horas depois, o adolescente foi encontrado morto, após cair de uma janela. 

Uma declaração policial descreveu a morte do menino de 17 anos como “um acidente em que um aluno caiu de uma altura na escola”, acrescentando que a polícia conduziu investigações e uma autópsia, e “no momento exclui isso como um caso criminal”.

No entanto, postagens online na rede Weibo, espécie de WhatsApp chinês, acusam a escola e as autoridades de estarem escondendo a verdade sobre o caso. O grupo ativista Direitos Humanos na China, sediado nos Estados Unidos, relatou que “circunstâncias suspeitas” levaram à morte de Dang, incluindo relatos de testemunhas de “sinais de luta no dormitório” e a suspeita de que ele foi “empurrado do telhado”.

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A família Dang também rejeitou a versão das autoridades, acusando-as de apagarem os dados do celular do jovem, o que ampliou a indignação nas redes sociais.

A revolta ocorre em meio a uma crescente preocupação do governo chinês em relação à manifestações públicas, desde os protestos de 2022 contra as políticas restritivas contra a propagação Covid-19, que geraram raras críticas ao Partido Comunista Chinês e ao presidente do país, Xi Jinping. A mídia estatal ainda não se pronunciou sobre os protestos em Pucheng. 

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