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Professor brasileiro se esconde por horas com alunos durante ataque a tiros no Canadá

Jarbas Noronha leciona mecânica automotiva e marcenaria na escola Tumbler Ridge há dois anos; Incidente deixou nove mortos

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 10h55 • Atualizado em 11 fev 2026, 11h28
  • O professor brasileiro Jarbas Noronha se escondeu com seus alunos por mais de duas horas nesta terça-feira, 10, durante um ataque a tiros na escola Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica, no Canadá. O atentado à instituição se tornou o terceiro mais letal da história do país, segundo as autoridades.

    Noronha, que leciona mecânica automotiva e marcenaria no ensino médio, estava ensinando uma turma a trocar óleo de carros quando um aluno, que havia ido até o estacionamento buscar seu veículo, retornou dizendo ter ouvido disparos do lado de fora da escola. Cerca de dois minutos depois, a diretora da instituição, Stacie Gruntman, entrou na oficina gritando “Lockdown!”.

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    A oficina onde Noronha dava aula fica afastada da entrada principal da escola e da sala da diretoria. Ele e os 15 alunos que estavam no local trancaram a porta do corredor e as duas portas da garagem que dão acesso ao pátio, colocando também dois bancos de metal como barricada.

    Ao jornal americano The New York Times, o brasileiro contou que o grupo permaneceu trancado na garagem por mais de duas horas, quando policiais bateram à porta e escoltaram os estudantes até o centro recreativo da escola.

    Ataque a tiros

    Uma pessoa abriu fogo em uma escola e uma casa em Tumbler Ridge na terça-feira, 10, matando nove pessoas na Colúmbia Britânica, Canadá. O agressor, que ainda não foi identificado pelo nome, mas que a polícia acredita ser uma mulher, foi posteriormente encontrado morto.

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    Mais de 27 pessoas ficaram feridas no ataque à instituição de ensino médio, segundo a polícia canadense. As vítimas sobreviventes foram hospitalizadas. O governador da província, David Eby, disse que a “tragédia inimaginável” está entre os atentados mais mortais na história do país.

    Este foi o segundo massacre na Colúmbia Britânica em menos de um ano. Em abril de 2025, um homem matou 11 pessoas em Vancouver ao investir com seu caminhão contra uma multidão que celebrava um festival cultural filipino.

    Mas, ao contrário do que ocorre ao sul da fronteira, nos Estados Unidos, esse tipo de ataque continua sendo excepcional nas escolas canadenses.

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    “No Canadá, os ataques a tiros em escolas aconteciam a cada vários anos, ao contrário dos Estados Unidos, onde ocorrem a cada poucos dias. Mas quando acontece na sua própria cidade, tudo desmorona”, afirmou à agência de notícias AFP o jornalista local Trent Ernst, ex-professor substituto no instituto de Tumbler Ridge. “Meu filho mais novo acabou de concluir o ensino médio. Minha filha mais velha trabalha a 300 metros da escola. Mais uma vez, foi por pouco.”

    Tumbler Ridge é conhecida pelo turismo ao ar livre, graças à proximidade das montanhas e de um parque geológico.

    Darian Quist, um estudante do estabelecimento, contou à emissora estatal CBC que estava em aula quando foi anunciado um confinamento. No início, não sabia se era algo grave até começar a receber fotos “terríveis” do massacre em sua escola. “Trancamos as portas com mesas por mais de duas horas”, até que a polícia chegou para escoltá-los para fora do edifício.

    “A gente pensa que essas coisas nunca acontecem”, disse sua mãe, Shelley Quist, muito emocionada. “Não vou tirá-lo de vista por um bom tempo”, acrescentou sobre o filho, que saiu ileso.

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