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Primeira missão espacial árabe para Marte é lançada pelos EAU

Sonda não tripulada deverá orbitar Marte a partir de fevereiro de 2021; objetivo é capturar imagens e dados inéditos sobre a dinâmica do tempo no planeta

Por Da Redação - Atualizado em 20 jul 2020, 09h30 - Publicado em 20 jul 2020, 09h12

O mundo árabe se juntou às maiores potências mundiais na corrida pelas missões interplanetárias. A sonda espacial dos Emirados Árabes Unidos “Al Amal”, com destino a Marte, foi lançada neste domingo 19 do centro espacial de Tanegashima (sudoeste do Japão), após a missão ter sido adiada duas vezes na semana passada por conta do mau tempo.

“O foguete H-IIA número 42 que transporta a missão Esperança até Marte decolou às 6h58 e 14 segundos do horário japonês (18h58, horário de Brasília)”, informou em um comunicado a Mitsubishi Heavy Industries, empresa japonesa encarregada do lançamento da sonda, que foi transmitido ao vivo pela Internet.

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Cinco minutos depois da decolagem, o foguete que transporta a sonda desacoplou seus primeiros propulsores e respeitava a trajetória prevista. Quase uma hora depois da decolagem, um ensurdecedor aplauso inundou a sala de controle japonesa, quando a sonda enfim se separou de seu foguete.

A decolagem também foi vivida com entusiasmo e entusiasmo nos Emirados Árabes Unidos (EAU). O Burj Khalifa de Dubai, o arranha-céus mais alto do mundo, projetou simbolicamente uma contagem regressiva de dez segundos em sua fachada várias horas antes da decolagem.

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“Esta missão é uma etapa importante para os Emirados Árabes Unidos e sua região”, disse o diretor-geral do Centro Espacial Mohammed bin Rashid (MBRSC), Yussuf Hamad Al Shaibani, em Dubai, durante uma conferência de imprensa pós-lançamento no Japão.

O projeto “inspirou milhões de jovens” no mundo árabe a “sonhar grande e a trabalhar duro para tornar realidade o que parece impossível”, acrescentou.

“Al Amal”, que significa esperança, envia “uma mensagem de orgulho, esperança e paz no mundo árabe”, afirmou o governo dos Emirados no Twitter. “Voltamos a nos conectar com a idade de ouro das descobertas árabes e islâmicas”, completou.

A diretora adjunta de projeto e ministra de Tecnologias Avançadas dos Emirados, Sarah al-Amiri, manifestou seu “sentimento indescritível” durante a decolagem. “É o futuro dos Emirados Árabes Unidos”, disse ela à emissora Dubai TV, do centro de lançamento japonês.

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Expectativa de imagens inéditas

O aparato espacial, não tripulado, deverá começar a orbitar Marte a partir de fevereiro de 2021, marcando o 50º aniversário da unificação dos setes principados que formam os Emirados Árabes Unidos. Após chegar a seu destino, a sonda deverá dar a volta ao Planeta Vermelho durante todo ano marciano, de 687 dias terrestres. O objetivo é capturar imagens e dados inéditos sobre a dinâmica do tempo na atmosfera de Marte.

Famoso pelas imensas reservas de petróleo e de gás natural, os Emirados Árabes Unidos aspiram a se tornar um ator relevante no campo da ciência e tecnologia. Em setembro de 2019, Haza al Mansuri foi o primeiro cidadão do emirado a ser enviado para o espaço a bordo de um foguete Soyuz e o primeiro cidadão árabe a permanecer na Estação Espacial Internacional (ISS).

As ambições do país vão ainda mais longe: planeja-se construir uma colônia humana em Marte dentro de um século. Enquanto isso, está prevista a criação de uma “cidade científica” no deserto, fora de Dubai, para simular as condições marcianas e desenvolver a tecnologia necessária para colonizar o planeta.

Fundado em 2006, em Dubai, o Centro Espacial Mohamed Bin Rashid (MBRSC) foi a ponta de lança do projeto “Al Amal”, do qual participaram 450 pessoas. Mais da metade da equipe é dos Emirados.

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(Com AFP)

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