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Pressionado por Trump, Zelensky propõe referendo sobre concessões territoriais à Rússia

Líder ucraniano também confirmou envio de uma versão atualizada do plano de paz elaborado pelos EUA, considerado favorável aos russos

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 dez 2025, 16h53 •
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira, 11, que qualquer concessão territorial terá de passar por referendo, após confirmar o envio de uma versão atualizada do plano de paz aos Estados Unidos. A proposta americana, considerada favorável a Moscou por Kiev e aliados europeus, previa uma capitulação: seria preciso ceder a região do Donbas, ainda parcialmente controlada pelas tropas ucranianas, à Rússia.

    “A resposta deve vir do povo da Ucrânia. Seja por eleição ou referendo”, advertiu.

    Zelensky disse que o documento revisado inclui garantias de segurança, mecanismos de reconstrução e alterações propostas por Kiev para tornar o acordo “viável”. O líder ucraniano também afirmou que o governo Trump sugeriram a retirada dos soldados do Donbas para que seja criada uma “zona econômica livre” — uma ideia criticada por ele, já que os EUA “não sabem” quem governará a região.

    O presidente negou ter recebido qualquer ultimato de Washington, mas admitiu que a Casa Branca quer acelerar as negociações. “Eles querem entender onde estamos até o Natal”, disse Zelensky, ressaltando que a posição militar do país pode determinar as negociações: “Muito depende do nosso exército e do território que conseguirmos manter sob controle”.

    + Após confabular com aliados, Zelensky entrega a Trump versão ‘revisada’ de plano de paz

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    Apoio europeu

    A movimentação ocorre em meio à crescente pressão internacional. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que líderes europeus discutiram o tema em ligação recente com Trump e que o debate gira justamente em torno de potenciais concessões territoriais. Merz alertou, porém, que forçar Kiev a aceitar um acordo impopular seria um erro.

    Em paralelo, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, disse que a Europa deve se preparar para um conflito em escala similar à da Segunda Guerra Mundial e alertou que a Rússia pode testar a aliança militar “em até cinco anos”.

    Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou países europeus de buscarem apenas um cessar-fogo imediato, e não uma paz duradoura. Ele também afirmou que algumas cláusulas sensíveis presentes no plano original — como garantias às minorias e limitações a “ideologias nazistas” — teriam desaparecido na versão mais recente.

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    Segundo a imprensa americana, a minuta atual prevê uma zona desmilitarizada, garantias de segurança equivalentes ao Artigo 5 da Otan e um caminho acelerado para adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) até 2027. O trecho original que impedia a entrada da Ucrânia no bloco europeu teria sido, portanto, removido.

    A resposta escrita enviada por Kiev inclui observações sobre pontos de atrito, como o controle das áreas ocupadas e a usina nuclear de Zaporizhzhia. Uma nova reunião entre militares americanos e ucranianos ainda deve ocorrer para detalhar pendências.

    Trump insinuou nesta semana que Zelensky seria o “obstáculo” a um acordo e disse que Kiev “terá de entrar no jogo” — o que, segundo ele, envolve ceder território e aceitar limitações à adesão à Otan. O Kremlin ecoou as declarações. Lavrov chegou a afirmar que o republicano é “o único líder ocidental” a demonstrar compreensão das causas do conflito.

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