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Presidente de Taiwan adia viagem à América Latina após suposta pressão dos EUA

Governo taiwanês alega que a decisão se deve a questões domésticas, como desastres naturais e negociações comerciais

Por Ernesto Neves 30 jul 2025, 15h32 • Atualizado em 30 jul 2025, 15h34
  • O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, decidiu adiar uma visita oficial à América Latina prevista para o próximo mês, em meio a versões conflitantes sobre os motivos da suspensão.

    A mudança de planos ocorre enquanto Taipei busca reforçar laços com os poucos países da região que ainda mantêm relações diplomáticas com a ilha, diante do avanço da influência chinesa.

    Embora o governo taiwanês afirme que a decisão foi tomada por conta de prioridades internas, como a resposta a desastres naturais e tratativas sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos, fontes ouvidas por agências internacionais indicam que a real razão pode ter sido a oposição de Washington a uma escala em Nova York.

    Segundo o Financial Times, o governo Trump teria negado a autorização para a parada após pressões da China, que reivindica soberania sobre Taiwan.

    Tradição diplomática prevê que líderes taiwaneses façam escalas em território norte-americano durante viagens a aliados internacionais, prática que costuma irritar Pequim. A possível interferência dos EUA, no entanto, provocou críticas e levantou receios sobre uma possível mudança na postura histórica de Washington em relação a Taipei.

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    “Se os EUA realmente impediram a parada, isso passa a impressão de que a administração Trump está cedendo às linhas vermelhas impostas pela China”, disse Jason Hsu, ex-legislador taiwanês e pesquisador do Hudson Institute.

    O atraso da viagem também chamou atenção no Congresso dos Estados Unidos. O deputado democrata Raja Krishnamoorthi, que integra o comitê da Câmara sobre a China, classificou o episódio como “mais um exemplo de concessão da administração Trump a Pequim em nome de um acordo comercial”.

    A Casa Branca, por sua vez, adotou um tom evasivo. Em coletiva, a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, afirmou que “não havia planos de viagem anunciados” e, portanto, “nada foi cancelado”.

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    Já representantes de Taiwan em Guatemala atribuíram o adiamento à passagem do tufão Danas, que recentemente atingiu a costa oeste da ilha com ventos recordes, causando danos à rede elétrica e a diversas residências.

    Autoridades locais reforçaram que o presidente Lai está focado na coordenação da resposta a essa emergência.

    Embora o governo negue pressões externas, analistas alertam para o simbolismo do episódio.

    Para muitos, o recuo pode ser interpretado como um sinal de que Washington está mais sensível às exigências de Pequim, justamente em um momento delicado de negociações comerciais entre EUA e China.

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