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Premiê canadense apoia Macron: ‘Vamos agir pela Amazônia’

Justin Trudeau defende que problemas da floresta sejam debatidos na cúpula do G7, a despeito de autoridades brasileiras que veem ataque à soberania

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, declarou, por meio de sua conta oficial do Twitter, que “não poderia concordar mais” com o presidente francês Emannuel Macron, sobre a proposta de debater queimadas na Amazônia durante a próxima cúpula do G7, organização que reúne sete das economias mais avançadas do mundo, a ser realizada neste fim de semana.

A despeito das críticas do presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades brasileiras à postura de Macron, com reclamações, inclusive, sobre “ameaças à soberania nacional”, Trudeau declarou que os países do G7 devem “agir pela Amazônia” e “agir pelo planeta”.

“Não poderia concordar mais, Emmanuel Macron. Nós fizemos muito para proteger o meio ambiente na cúpula do G7 do último ano, em Charlevoix, e devemos continuar neste fim de semana. Devemos agir pela Amazônia e agir pelo nosso planeta – nossos filhos e netos estão contando conosco”, escreveu o chefe de Estado canadense.

Mais cedo, Macron havia escrito: “Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica – o pulmão que produz 20% do oxigênio do nosso planeta – está queimando. Esta é uma crise internacional. Os membros do G7 discutirão essa emergência de primeira ordem em dois dias!”.  O líder da França não errou ao mencionar a Amazônia como casa também dos franceses. O território ultramarinho Guiana Francesa faz fronteira com o estado do Amapá, no norte do Brasil, e é inegavelmente amazônico.

Bolsonaro reagiu também pelas redes sociais. Lamento que o presidente Macron busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil e de outros países amazônicos para ganhos políticos pessoais. O tom sensacionalista com que se refere à Amazônia (apelando até para fotos falsas) não contribui em nada para a solução do problema”, escreveu em um tuíte. No fim da noite, porém, o presidente brasileiro convocou ministros para buscar soluções sobre as queimadas na Amazônia.