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Por que Vaticano rejeitou permissão para mulheres servirem como diaconisas

Comissão conclui que pesquisas históricas e teológicas não sustentam a ordenação feminina, mas admite que tema permanece em aberto

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 dez 2025, 17h19 • Atualizado em 4 dez 2025, 17h19
  • Uma comissão de alto nível do Vaticano decidiu manter a proibição para que mulheres sejam ordenadas diaconisas, reafirmando a tradição de um clero exclusivamente masculino na Igreja Católica. O relatório enviado ao papa Leão XIV e divulgado nesta quinta-feira, 4, afirma que a pesquisa histórica e a análise teológica “excluem a possibilidade” de admitir mulheres ao diaconato neste momento, embora o assunto continue em debate.

    O grupo é presidido pelo cardeal Giuseppe Petrocchi, arcebispo emérito de L’Aquila, e reúne especialistas homens e mulheres. A proposta foi rejeitada por 7 votos a 1. Segundo a comissão, a avaliação é consistente, mas ainda não permite um juízo definitivo e exige aprofundamento sobre a natureza sacramental e o papel do diaconato na estrutura da Igreja.

    A discussão sobre diaconisas ganhou força na última década. O tema envolve mulheres que poderiam ser ordenadas para funções pastorais e litúrgicas, mas não para celebrar missa. Hoje, diáconos podem batizar, testemunhar casamentos, presidir funerais e, em algumas regiões, conduzir comunidades onde faltam padres.

    O impasse se assemelha à pauta da ordenação feminina ao sacerdócio, vetada por João Paulo II em 1994 e ainda sem um desfecho doutrinário final.

    Apesar da negativa ao diaconato feminino, a comissão aprovou por 9 votos a 1 a ampliação do acesso das mulheres a outros ministérios laicais. A implementação dependerá da avaliação dos bispos conforme as necessidades de cada comunidade.

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    O debate foi impulsionado pelas duas comissões criadas pelo falecido papa Francisco para investigar referências históricas a mulheres em funções semelhantes, como a figura bíblica de Febe, citada por São Paulo. Defensores afirmam que limitar a ordenação aos homens contraria a igual dignidade entre os gêneros. Opositores argumentam que a masculinidade de Cristo e a unidade sacramental da Ordem inviabilizam mudanças sem provocar ruptura teológica.

    Eleito neste ano e ainda discreto em temas sensíveis, o papa Leão XIV não indicou qual caminho pretende seguir.

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