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População da China cai pelo 4º ano consecutivo; nascimentos atingem baixa histórica

Dados aprofundam preocupações com envelhecimento, redução da força de trabalho e impacto econômico da crise demográfica

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jan 2026, 10h06 • Atualizado em 19 jan 2026, 10h18
  • A população da China caiu pelo quarto ano consecutivo em 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 19, pelo Departamento Nacional de Estatísticas (NBS), e a taxa de natalidade despencou para uma nova baixa histórica. Especialistas afirmam que a crise demográfica deve se agudizar ainda mais nos próximos anos, o que aprofunda preocupações com efeitos nocivos do envelhecimento populacional, como redução da força de trabalho e impactos econômicos.

    O país asiático registrou uma população de 1,405 bilhão no ano passado, uma queda de 3,39 milhões em relação a 2024. Já os nascimentos ficaram em 7,92 milhões, quase 20% a menos do que em 2025, e a taxa de natalidade do país (número de nascimentos vivos por cada mil habitantes) caiu para 5,63. Enquanto isso, houve quase 400 mil mortes a mais, com um total de 11,31 milhões, e a taxa de mortalidade (número de mortes por cada mil habitantes) subiu para 8,04 — a mais alta desde 1968.

    Crise demográfica e políticas públicas

    A população chinesa vem diminuindo desde 2022 e envelhece rapidamente, o que complica o plano de Pequim de impulsionar o consumo interno e frear a dívida pública. Pessoas com mais de 60 anos representam cerca de 23% dos habitantes, segundo o NBS, e devem chegar a 400 milhões de pessoas até 2035 (equivalente a quase duas vezes a população inteira do Brasil).

    Ou seja, centenas de milhões de pessoas deixarão o mercado de trabalho em um momento em que os gastos com previdência ficarão ainda mais sobrecarregados. A China já aumentou a idade de aposentadoria de 60 para 63 anos para os homens, e de 55 para 58 anos para as mulheres, mas a medida isolada é considerada insuficiente para repor a mão de obra.

    Além disso, em maio passado, o governo chinês passou a permitir que casais cumpram o rito do matrimônio em qualquer lugar do país, e não apenas em seu local de residência. Isso veio depois de os casamentos na China caírem 25% em 2024, o maior declínio já registrado. Teve efeito: houve 22,5% mais uniões em 2025. Espera-se que a medida leve a um aumento temporário na taxa de natalidade.

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    As autoridades também vêm tentando promover “visões positivas sobre casamento e maternidade”, buscando neutralizar os efeitos a longo prazo da política do filho único, que vigorou de 1980 a 2015 e ajudou a reduzir a pobreza, mas remodelou as famílias e a sociedade chinesas. A China tem uma das taxas de fertilidade mais baixas do mundo, com cerca de um filho por mulher, bem abaixo da taxa de reposição de 2,1. Prevê-se que o número de mulheres em idade reprodutiva na China – segundo a ONU, entre 15 e 49 anos – diminua em mais de dois terços, para menos de 100 milhões até o final do século.

    O planejamento populacional tornou-se nos últimos anos uma parte significativa da estratégia econômica do país. Neste ano, Pequim enfrenta custos potenciais de cerca de 180 bilhões de yuans (R$ 138,7 bilhões) para aumentar a taxa de natalidade, segundo estimativas da agência de notícias Reuters. As medidas incluem um subsídio nacional para crianças, introduzido no ano passado, e o compromisso de que, a partir de 2026, as mulheres não terão “nenhuma despesa extra” durante a gravidez, com todos os custos médicos – incluindo fertilização in vitro (FIV) – totalmente reembolsados pelo fundo nacional de seguro saúde.

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