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Parlamento da UE aprova revisão jurídica e atrasa ratificação de acordo com Mercosul 

Por maioria de apenas dez votos, eurodeputados pediram análise da legalidade do tratado, que teve assinatura oficializada no último final de semana

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 09h46 •
  • O Parlamento Europeu votou, nesta quarta-feira, 21, a favor do encaminhamento do acordo comercial UE-Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade. Na prática, a medida atrasará a ratificação do tratado, que teve assinatura oficializada no último sábado, durante cerimônia em Assunção, no Paraguai.

    Por maioria de apenas dez votos, e 11 abstenções, os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor e 324 contra. encaminhamento ao Tribunal impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses, embora a Comissão Europeia tenha opção de aplicar o tratado de forma provisória, se assim o desejar.

    A assinatura no último final de semana teve caráter protocolar e marcou o encerramento da fase de negociações técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999. O texto prevê a eliminação progressiva de tarifas de importação para mais de 90% do comércio entre os blocos, abrangendo tanto produtos industriais, como máquinas, equipamentos, ferramentas e automóveis, quanto itens do setor agrícola.

    Países como Alemanha e Espanha argumentam que se trata de uma parte vital do esforço do bloco europeu para abrir novos mercados, compensar as perdas comerciais decorrentes do tarifaço dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, garantindo o acesso a minerais críticos. Mas uma oposição, liderada pela França, teme impactos negativos sobre o setor agrícola local.

    A França já havia adiantado que lutaria contra o texto no Parlamento em caso de aprovação nesta sexta. A ministra da Agricultura do país, Annie Genevard, afirmou que a batalha não acabou. Grupos ambientalistas europeus também devem fazer pressão sobre os parlamentares, com a organização Amigos da Terra dizendo que o pacto tem potencial “devastador para o clima”.

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    O alemão Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, expressou confiança de que o acordo seria aprovado, prevendo uma votação final em abril ou maio.

    Para o Mercosul, o acordo representa uma abertura estratégica ao mercado europeu, considerado a terceira maior economia global. A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores e responde por aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Pelo tratado, os países europeus se comprometem a retirar tarifas de importação sobre a maior parte das exportações do bloco sul-americano, além de conceder condições preferenciais adicionais a uma parcela relevante dos produtos. Na prática, isso amplia de forma significativa o acesso das empresas do Mercosul ao mercado europeu, melhora as condições de comércio e fortalece a competitividade da região no cenário internacional.

    Mais de cinco mil produtos brasileiros poderão entrar na União Europeia (UE) sem pagar imposto a partir do acordo firmado entre o bloco e o Mercosul, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade também estimou que hoje o Brasil corresponde a apenas 8% das importações mundiais de bens, percentual que deve disparar para 36% com o novo acordo comercial, aumentando a inserção da indústria brasileira no contexto global.

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    A indústria tem grande peso no comércio bilateral entre Brasil e UE. Dados da CNI apontam que mais de 46% das vendas do país para a Europa são de bens industriais. Ao mesmo tempo, 98% dos produtos europeus comprados pelo Brasil são provenientes da indústria de transformação, evidenciando que o velho continente hoje é muito mais industrializado que o Mercosul

     

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