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Paraguai dá crise com Brasil por espionagem sobre Itaipu como assunto encerrado

Mauro Vieira disse ao chanceler paraguaio que o governo Lula está buscando a responsabilização judicial dos envolvidos na operação da Abin

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 nov 2025, 15h47 • Atualizado em 17 nov 2025, 16h29
  • O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou, depois de receber um relatório confidencial do chanceler brasileiro Mauro Vieira, nesta segunda-feira em Assunção, com esclarecimentos das ações de espionagem da Abin em torno de negociações do acordo da usina de Itaipu, que o seu governo dava o assunto por “concluído”.

    Em nota, o Itamaraty disse que a agência desenvolveu essas atividades entre junho de 2022 e março de 2023, e que Vieira lembrou a Lezcano que o presidente Lula “tornou sem efeito a operação tão logo dela tomou conhecimento”. Vieira também assegurou que o governo brasileiro “está tomando todas as medidas para possibilitar a identificação dos envolvidos e sua responsabilização judicial”.

    “Ambos os chanceleres acordaram a retomada, na primeira quinzena de dezembro de 2025, das negociações sobre a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, com base no Entendimento Bilateral de abril de 2024”, afirma o comunicado do Itamaraty. Pivô da operação de espionagem da Abin, o Anexo C define a divisão de custos, o cálculo da tarifa de energia e o pagamento dos royalties na hidrelétrica binacional.

    Vieira e Lezcano conversaram, ainda, sobre possíveis datas para visitas mútuas entre os presidentes Lula e Santiago Peña, “nas quais avançarão as discussões para elevar o nível das relações bilaterais”.

    A ênfase desse processo seria, segundo a nota do Itamaraty, nos seguintes eixos:

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    • Infraestrutura: inauguração da Ponte da Integração, conexões rodoviárias, Corredor Bioceânico, Hidrovia Paraguai-Paraná e aeroportos;
    • Energia: interconexão elétrica, cooperação interinstitucional, planejamento energético, biomassa e etanol;
    • Segurança Pública: combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas, ao tráfico de pessoas e ao crime organizado transnacional e cooperação penitenciária;
    • Defesa: fortalecimento da cooperação sobre temas militares, capacitação, ações conjuntas e equipamentos de defesa;
    • Cooperação em matéria de alimentação escolar; agricultura familiar; institutos de estatística e de planejamento econômico público;
    • Cooperação em matéria educacional: maior acesso de estudantes paraguaios a universidades brasileiras e intercâmbio de docentes; intercâmbio de alunos e docentes entre as academias diplomáticas nas respectivas chancelarias e em postos específicos no exterior.

    A reaproximação dos dois governos vai ao encontro do apelo do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), em audiência pública do Parlamento do Mercosul realizada em Ponta Porã (MS), na fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, no fim de outubro.

     

    Naquela ocasião, o senador defendeu que o episódio fosse resolvido rapidamente e advertiu para os riscos de uma ruptura diplomática. “Nós não podemos ficar andando separados do povo paraguaio. (…) Não dá para separar Brasil do Paraguai, ponto.”

    O presidente da CRE também pediu o retorno do embaixador paraguaio ao Brasil e o restabelecimento imediato do diálogo.

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