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Otan pede que Karzai assine acordo com os EUA

Presidente do Afeganistão adiou assinatura do acordo de segurança para depois das eleições no país, em abril

Por Da Redação 4 dez 2013, 07h34

Os ministros das Relações Exteriores dos países da Otan pediram nesta quarta-feira ao presidente afegão, Hamid Karzai, que assine o quanto antes o tratado de segurança entre Cabul e Washington, do qual depende uma futura missão da Aliança Atlântica prevista para depois de 2014. “Se não houver uma assinatura, não poderemos programar o envio de novas tropas e os projetos de ajuda terão um futuro incerto”, declarou o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, antes de uma reunião com o secretário de Estado americano, John Kerry. “Espero que o BSA seja assinado”, acrescentou, referindo-se ao Tratado de Segurança Bilateral (BSA, na sigla em inglês) entre Cabul e Washington.

Segundo Kerry, a assinatura do acordo não exige necessariamente a assinatura de Karzai. “Seu ministro da Defesa pode firmá-lo, seu governo pode firmá-lo, alguém pode assumir a responsabilidade”, disse o secretário de Estado dos EUA. “Não é uma brincadeira, é um assunto sério”, repetiu Kerry, recordando que os 50 países da coalizão internacional atualmente no Afeganistão têm “imperativos de planejamento orçamentário e exercícios fiscais” a respeitar para preparar uma eventual presença militar neste país depois de 2014.

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Karzai adiou a assinatura do tratado bilateral, que estabelece os termos de uma presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão após a retirada no final de 2014 das tropas da Otan, para depois da eleição presidencial afegã de 5 de abril. Também depende da assinatura do tratado o estabelecimento de um quadro jurídico para a missão “de assistência, apoio e treinamento” das forças de segurança afegãs planejada pela Otan.

A organização militar do Atlântico Norte espera tomar uma decisão sobre essa missão em fevereiro de 2014. O número de soldados está estimado entre 8 000 e 12 000 homens. A Otan, junto a parceiros como o Japão, também espera financiar parcialmente as forças afegãs.

(Agência France-Presse)

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