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Os possíveis motivos da pane no Air Force One que deixou Trump atrasado para Davos

Problemas técnicos são raros na aeronave presidencial americana, que passa por fiscalização e monitoramento rigorosos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 jan 2026, 09h46 • Atualizado em 21 jan 2026, 10h12
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decolou nesta terça-feira, 20, rumo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Mas o avião presidencial, o Air Force One, foi forçado a retornar após um “pequeno problema elétrico”, como as autoridades definiram. O republicano, então, trocou um C-32 da Força Aérea, um Boeing 757 modificado, usado em viagens domésticas. Pouco depois de meia-noite (2h em Brasília), seguiu viagem em direção à cidade suíça.

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a decisão de dar meia-volta foi tomada por “excesso de cautela” logo após a tripulação notar a falha. Segundo o jornal britânico The Guardian, uma repórter da Casa Branca que estava a bordo contou que as luzes da cabine de imprensa do Air Force One piscaram brevemente antes da decolagem, sem nenhuma explicação.

    Problemas técnicos são raros na aeronave presidencial, que passa por fiscalização e monitoramento rigorosos. A volta à Base Conjunta Andrews, em Maryland, atrasou a chegada de Trump ao Fórum nesta quarta-feira, 21, em horas. Antes de embarcar, Trump disse aos repórteres: “Vamos colocar desta forma: Davos será muito interessante”. A delegação inclui o secretário de Estado, Marco Rubio, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett.

    + 365 dias de Trump: Imigração e protestos marcam coletiva de primeiro ano de mandato

    Trump está programado para discursar às 13h30 GMT (10h30 em Brasília) em meio à escalada das tensões sobre a Groenlândia, região autônoma administrada pela Dinamarca. Nas últimas semanas, o mandatário da Casa Branca aumentou as ameaças de tomar o território, que é rico em recursos naturais, alegando questões de segurança nacional no Ártico. A Groenlândia e a Dinamarca rejeitam a ideia.

    Ainda na terça, o líder americano realizou uma coletiva de imprensa para marcar o primeiro ano do seu segundo mandato. Na entrevista, ele criticou as Nações Unidas ao dizer que a entidade nunca o havia ajudado a encerrar uma guerra sequer. Depois, apontou que fez “mais pela Otan do que qualquer pessoa viva ou morta”, citando que os EUA investiram milhões na aliança militar. Questionado por um repórter sobre até onde iria para assumir o controle da Groenlândia, o presidente dos EUA respondeu: “Vocês vão descobrir”.

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