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Os 100 anos de Partido Comunista da China

China defende a força da instituição para promover justiça, paz social e colaboração internacional

Por Por Yang Wanming, embaixador da China no Brasil Atualizado em 18 Maio 2021, 11h22 - Publicado em 18 Maio 2021, 11h19

Este ano de 2021 marca o centenário do Partido Comunista da China (PCC) . Porque este partido, com cem anos de história e 72 anos no poder, sempre mantém o vigor e o dinamismo? Como conquistou o apoio do seu povo? No olho do povo, o PCC é um partido dedicado para servir ao povo, que tem conduzido a nação chinesa a atravessar momentos difíceis, abrindo novos caminhos para a independência, a liberdade e a emancipação da nação, além de alcançar grandes êxitos na construção e no desenvolvimento do país. Os milagres do PCC combinam a revitalização da civilização chinesa milenar com a inauguração de uma via inovadora de desenvolvimento.

Abrir novo capítulo na história da nação com salvação e independência. Em 1921, o PCC nasceu numa China fustigada por guerras, tumultos sociais e miséria. Uniu o povo chinês e acertou no seu caminho correto da revolução. Após uma árdua jornada de 28 anos, o Partido venceu a Guerra contra a Invasão Japonesa, expulsou os agressores estrangeiros, pôs fim à sociedade semicolonial e semifeudal, e fundou a República Popular da China, encerrando milênios de autocracia feudal para dar lugar à democracia popular. O Partido conseguiu um alto grau de reunificação da China continental ao acabar com um longo período de divisão. Instalou o sistema socialista como política fundamental e base institucional para o desenvolvimento e progresso da China contemporânea. “Sem o Partido Comunista, não haveria a Nova China” é uma convicção universal do povo chinês.

Trilhar caminho de desenvolvimento nacional com luta e inovação. Desde a fundação da República Popular em 1949, o PCC vem explorando o caminho para a construção do socialismo com características chinesas: implantou o sistema socialista nas esferas política, econômica e de organização social, iniciou uma nova etapa de reforma, abertura e modernização nacional, e realizou a transição histórica de uma economia planejada e altamente centralizada para uma pujante economia socialista de mercado. A China, outrora fechada, é hoje um dos países mais abertos do planeta; sua economia, antes debilitada, tornou-se a segunda maior do mundo. O país também é líder em produção industrial, comércio de mercadorias e reservas internacionais, além de absorver o maior volume de investimento estrangeiro. Como propulsor da economia mundial, a China respondeu, em média, por mais de 30% do seu crescimento anual. Seguindo um novo conceito de desenvolvimento baseado em inovação, coordenação, sustentabilidade, abertura e compartilhamento, o PCC promove o avanço coordenado e sustentável de trabalho nas esferas econômica, política, cultural, social e ambiental.

Promover justiça social com objetivo centrado no povo. Desde sua criação, o PCC sempre tem colocado o povo na prioridade máxima, representando os interesses fundamentais de ampla maioria da população. Jamais busca privilégios partidários ou trava lutas de poder entre pequenos grupos. Em pouco mais de sete décadas, o PCC fez 1 bilhão e 400 milhões de chineses deixarem para trás um passado de miséria e incertezas com a subsistência para abraçar uma vida mais próspera. Depois de tirar da pobreza 850 milhões de pessoas, o país erradicou, pela primeira vez na história, a miséria absoluta em seu território. Além disso, construiu os maiores sistemas no mundo em educação, seguridade social, saúde e eleição democrática no nível de base. A expectativa de vida dos chineses aumentou de 35 para 77 anos. O PIB per capita já passou a casa dos US$10 mil e a classe média da China é a maior do planeta. No sistema político democrático socialista com características chinesas, o povo desfruta de uma gama mais ampla e plena de direitos e liberdades. Várias pesquisas internacionais mostram que, durante anos, mais de 90% dos chineses têm mostrado satisfação e apoio ao PCC e a seu governo, o maior índice do mundo.

Defender paz e progresso da Humanidade com responsabilidade e contribuição. Além de buscar o bem-estar do próprio povo, o PCC também defende o progresso de toda a Humanidade. A China é o único país do mundo a consagrar, na sua Constituição, o princípio de “aderir ao caminho do desenvolvimento pacífico”. Desde a fundação da República Popular, a China nunca tomou a iniciativa de provocar qualquer guerra ou conflito, nem ocupou um centímetro de território estrangeiro. Como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, advoga a salvaguarda do sistema internacional centrado na  ONU e adere a um multilateralismo genuíno. É o segundo maior contribuinte para o orçamento regular e as operações de manutenção da paz da ONU. Disponibilizou a maior força de paz entre os membros permanentes do Conselho de Segurança. Atualmente, a China é o maior parceiro comercial de mais de 130 países e territórios, está em segundo lugar em volume de importação e de investimento internacional, além de sobressair como um dos principais fornecedores da manufatura global. Com o lançamento do conceito de “comunidade de futuro compartilhado para a Humanidade” e da iniciativa “Cinturão e Rota” para a cooperação internacional, a China firmar-se-á como defensora da paz mundial, promotora do desenvolvimento global e defensora do intercâmbio cultural. Diante dos desafios da crise sanitária que acomete o mundo, a China conduz, de forma proativa, a cooperação internacional no enfrentamento da pandemia, honra o compromisso de tornar suas vacinas um bem público global, dando firme apoio ao Brasil e aos demais países no combate à COVID-19, contribuindo para assegurar a saúde pública global.

O presidente Xi Jinping salientou que cada ação do PCC visa o bem-estar do povo chinês, o rejuvenescimento da nação chinesa, bem como a paz e o progresso de toda a Humanidade. O povo chinês se identifica  plenamente com a política e a governança do PCC, e tem plena confiança na sua escolha autônoma do sistema socialista e via de desenvolvimento. Do mesmo modo, a China respeita o direito que cada povo desfruta para escolher seu próprio caminho de crescimento, não exporta nenhum sistema ou modelo, opõe-se ao confronto ideológico e continua a tomar medidas concretas para preservar a diversidade das civilizações do mundo. É nesse espírito que a China vai fortalecer o intercâmbio e a aprendizagem mútua com o Brasil e outros países, unir forças para enfrentar os desafios globais e promover a paz e o desenvolvimento da Humanidade.

(Yang Wanming, Embaixador da China no Brasil)

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