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Opositor de Putin, Alexei Navalny foi envenenado antes da morte, diz viúva

Yulia Navalnaya não apresentou provas ao atestar que testes estrangeiros comprovam envenenamento; Kremlin já negou acusação de assassinato

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2025, 09h47 •
  • A viúva do ativista e opositor russo Alexei Navalny, Yulia, afirmou nesta quarta-feira, 17, que seu marido foi envenenado antes de morrer em circunstâncias misteriosas em uma prisão no Ártico, em fevereiro do ano passado. Principal figura a rivalizar com o presidente Vladimir Putin na política da Rússia, ele já teria sido alvo de uma tentativa de assassinato por envenenamento em 2020.

    Yulia não apresentou provas por ora, nem especificou qual toxina teria sido usada, mas disse que dois laboratórios estrangeiros realizaram testes com amostras biológicas de seu marido e mostraram que ele foi envenenado. Em um vídeo publicado no X (ex-Twitter), ela explicou que as amostras foram contrabandeadas para o exterior em 2024.

    “Esses laboratórios em dois países diferentes chegaram à mesma conclusão: Alexei foi morto. Mais especificamente, ele foi envenenado”, afirmou, exigindo que as descobertas sobre o que chamou de “verdade inconveniente” fossem divulgadas de imediato. “Esses resultados são de importância pública e devem ser publicados. Todos nós merecemos saber a verdade.”

    Repetidamente, a viúva acusou a Rússia de ter matado o marido, uma alegação que o Kremlin sempre descartou como absurda. Putin afirmou que, antes da morte de Navalny, o governo estaria traçando planos para trocá-lo por prisioneiros russos detidos na Europa e nos Estados Unidos, e portanto não teria por que desfazer-se dele.

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    Quando questionado sobre as declarações mais recentes de Yulia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu apenas: “Não sei nada sobre essas declarações dela e não posso dizer nada.”

    O governo da Rússia classifica os aliados políticos de Navalny como extremistas perigosos que buscam desestabilizar o país em nome do Ocidente, enquanto sustenta que Putin desfruta de apoio esmagador entre os russos comuns.

    Ao longo de sua vida política, Navalny pintou a Rússia de Putin como um Estado criminoso e frágil, governado por ladrões, bajuladores e espiões que se importam apenas com dinheiro. Ele previa que a nação poderia enfrentar uma turbulência política sísmica, incluindo uma revolução. Em um de seus últimos ensaios, escrito em 2023, o ativista advertiu a elite russa pela “suscetibilidade de se ser subornável”, expressando fúria com aqueles que desperdiçaram a oportunidade de reformar o país após o colapso da União Soviética em 1991.

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    Morte no Ártico

    Navalny conquistou admiração mundo afora por retornar voluntariamente à Rússia em 2021. Ele vinha da Alemanha, onde estava sendo tratado devido a uma tentativa de envenenamento na Sibéria, com o agente nervoso novichok, desenvolvido pelo antigo regime soviético. O ativista foi preso assim que pousou no país, por fraude, extremismo e outras acusações que, segundo ele, foram forjadas para silenciá-lo. Cumprindo pena de mais de 30 anos, morreu repentinamente aos 47 anos em 16 de fevereiro de 2024, em uma prisão russa no Círculo Polar Ártico.

    No ano passado, sua esposa repudiou informações de investigadores russos de que Navalny havia sucumbido devido a “uma combinação de doenças”. Enquanto isso, agências de inteligência dos Estados Unidos determinaram que Putin não ordenou a morte de seu rival, de acordo com a agência de notícias The Associated Press e o jornal The Wall Street Journal.

    Em seu vídeo, Yulia descreveu os últimos momentos do marido. Ele teria passado mal em uma pequena cela reservada a exercícios físicos e ficou agachado no chão, sentindo dores. Mas depois foi colocado em uma cela de castigo.

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    “Alexei deitou-se no chão, puxou os joelhos até o estômago e gemeu de dor”, disse ela. “Ele disse que seu peito e estômago estavam queimando. Então, começou a vomitar.”

    Ela mostrou uma foto do que disse ser a cela. A foto mostrava uma pilha de vômito no chão. A viúva afirmou que a verdade sobre a morte do marido era inconveniente para alguns políticos americanos e europeus, mas não deu detalhes.

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