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Opositor de Maduro escolhe Milei para primeiro encontro em giro pela América Latina

Exilado em Madri, candidato que oposição diz ter vencido eleições na Venezuela promete ir a Caracas para posse presidencial em 10 de janeiro

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jan 2025, 09h15 • Atualizado em 3 jan 2025, 12h20
  • Edmundo González Urrutia, porta-estandarte da oposição da Venezuela que disputou as eleições presidenciais contra Nicolás Maduro em julho passado e, segundo evidências coletadas por fiscais de urna, venceu, anunciou que fará uma turnê internacional pela América Latina – e sua primeira parada é a Argentina de Javier Milei, neste sábado, 4.

    Outros países da América do Sul também são cogitados para uma espécie de giro, mas não deixa de ser simbólico que Buenos Aires seja o primeiro destino. Desde o início da campanha venezuelana neste ano, Milei subiu o tom contra a ditadura de Maduro e, após o anúncio dos resultados oficiais pelo conselho eleitoral cooptado (que deram vitória ao chavista), reconheceu González como presidente eleito, o que levou ao rompimento de relações entre as nações.

    Desde então, a embaixada argentina em Caracas, onde estão asilados seis membros da oposição venezuelana que sofrem perseguição polífica, foi cercada pelo Exército Bolivariano. Um imbróglio recente elevou a tensão, quando Caracas prendeu um militar argentino e o acusou de ligação com terrorismo. O Brasil, que também mantém a custódia do edifício diplomático argentino, busca ajudar Buenos Aires ofertando assistência consular ao preso, enquanto o governo de Milei denunciou Caracas à Corte Penal Internacional pelo caso.

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    “No âmbito desta importante visita, estendemos um cordial convite a toda a comunidade venezuelana residente na Argentina para que se reúna fora da Casa Rosada para acompanhar o Presidente Eleito durante este encontro”, afirmou o partido de González, Comando com Venezuela, em comunicado nas redes sociais.

    Outros dois países onde o opositor é esperado são Paraguai e Uruguai. Os presidentes Santiago Peña e Luis Lacalle Pou, respectivamente – ambos de centro-direita, e o último nos meses finais de seu mandato –, também são críticos ao que se passa no regime de Maduro. Já o Brasil, onde Lula não reconheceu a vitória de González nem de Maduro nas eleições, e hesita em condenar a ditadura vizinha, não está a princípio na lista do diplomata exilado em Madri.

    Além disso, González tem prometido que irá a Caracas na próxima sexta-feira, 10 de janeiro, data da posse presidencial, para ascender ao cargo com María Corina Machado, sua madrinha política (que foi impedida de concorrer pela Justiça pró-Maduro), como sua vice. Acredita-se que ela está asilada em uma embaixada na Venezuela.

    A ditadura de Maduro prometeu prender González se ele retornar ao país.

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