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Olaf Scholz assume como novo chanceler da Alemanha

Social-democrata substitui Angela Merkel e líder europeia encerra clico histórico de 16 anos no poder

Por Julia Braun 8 dez 2021, 09h17

O social-democrata Olaf Scholz se tornou oficialmente o novo chanceler da Alemanha nesta quarta-feira, 8, após ser confirmado pelo Parlamento. Ele substitui Angela Merkel, que ocupou o cargo durante 16 anos.

Scholz foi eleito pelo Parlamento com 395 votos favoráveis, 303 contrários e seis abstenções. A aliança que permitiu sua vitória é formada pelo Partido Liberal e pelo Os Verdes, além do Partido Social Democrata (SPD).

Após a confirmação pelos deputados, o futuro chanceler foi recebido pelo presidente, que entregou a “ata de nomeação”, o que estabelece o início oficial de seu mandato de quatro anos. Ele retornou ao Parlamento, onde prestou juramento ao cargo, antes de seguir para a sede da chancelaria para a transferência de poder.

O novo chefe de governo, de 63 anos, foi vice-chanceler e ministro das Finanças, na última grande coalizão formada por Merkel. Considerado extremamente pragmático, ele foi apelidado de “Scholzomat”, uma brincadeira com seu nome e a palavra “automat”, sugerindo que seria mais próximo de uma máquina do que de um ser humano.

Scholz terá o difícil desafio de substituir Merkel, que encerra 31 anos de carreira política, metade deles à frente do governo da maior economia europeia e quarta mundial. Por apenas nove dias, a agora antiga líder alemã não bateu o recorde de longevidade no poder de Helmut Kohl.

Diversidade nos ministérios

O novo Executivo anunciado por Scholz tem característica inédita na história alemã, por ser formado por três partidos. Além disso, terá a maior participação de mulheres até hoje, com metade dos ministérios controlados por elas.

Quatro das pastas que serão comandadas por mulheres estão relacionadas à segurança nacional e polícia externa: Relações Exteriores, Interior, Defesa e Ajuda e Desenvolvimento. “Estou particularmente orgulhoso de que as mulheres agora estarão a partir de agora à frente de ministérios que tradicionalmente não eram ocupados por elas”, disse Sholz.

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