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Ofensiva de Israel deixa mais de 58 mil deslocados no Líbano

Número de desalojados dobrou em 24 horas após incursão terrestre no sul do país

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 16h16 •
  • Os ataques de Israel contra o sul do Líbano já forçaram mais de 58 mil pessoas a deixar suas casas, informaram autoridades libanesas esta terça-feira, 3. De acordo com a unidade de gestão de desastres do governo, o total de deslocados dobrou em 24 horas, em meio à intensificação dos bombardeios e ao avanço de tropas israelenses na região fronteiriça.

    A escalada teve início após o Hezbollah lançar foguetes e drones contra o território israelense, afirmando agir em retaliação à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel no último sábado, 28. Em resposta, o governo israelense ampliou a ofensiva e atingiu bairros do sul de Beirute e dezenas de vilarejos no sul libanês, redutos do grupo xiita.

    Nesta terça-feira, forças terrestres israelenses entraram em áreas próximas à fronteira, como as planícies de Kfarkila e Khiam, segundo uma fonte do Exército libanês ouvida pela AFP. As Forças de Defesa de Israel confirmaram o avanço e afirmaram que estão criando uma “zona de segurança” no sul do Líbano para impedir ataques contra comunidades do norte de Israel.

    “O Comando Norte continuou avançando e está criando uma zona de segurança, como prometemos, entre nossos habitantes e qualquer tipo de ameaça”, declarou o porta-voz militar Effie Defrin. Mais cedo, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que, com autorização do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ordenou que o Exército “avance e assuma o controle de posições estratégicas adicionais” em território libanês.

    O Hezbollah declarou ter lançado novas salvas de mísseis e drones contra bases militares no norte de Israel. O Exército israelense respondeu com mais bombardeios e emitiu ordens para que moradores deixassem vilarejos ao sul do rio Litani, ampliando o êxodo na região e esvaziando áreas inteiras nos subúrbios do sul de Beirute.

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    A violência coloca em xeque o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, que havia interrompido meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah, embora com violações pontuais de ambos os lados. A trégua se deteriorou de vez após a guerra aérea iniciada no sábado contra o Irã, que transformou o embate entre Teerã, Israel e Estados Unidos em um conflito de alcance regional.

    Nesta manhã, Katz voltou a afirmar que as tropas devem “manter posição e avançar” no sul do Líbano para impedir novos ataques do Hezbollah. Paralelamente, Estados Unidos e Israel mantiveram ofensivas contra alvos iranianos. Washington afirmou ter destruído instalações de comando da Guarda Revolucionária Islâmica, enquanto o Irã reagiu com ataques a interesses americanos na região, incluindo um ataque com drones contra a embaixada dos EUA em Riad, que provocou um incêndio de pequenas proporções.

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