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O que os americanos acham sobre os arquivos Epstein, segundo pesquisa

Departamento de Justiça dos EUA divulgou no mês passado a maior leva de documentos já tornada pública sobre financista condenado por crimes sexuais

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 12h35 • Atualizado em 18 fev 2026, 12h45
  • A maioria dos norte-americanos acredita que pessoas ricas e influentes raramente enfrentam consequências por seus atos, segundo uma nova pesquisa publicada na quarta-feira, 18, pela agência de notícias Reuters e o instituto Ipsos. O levantamento foi realizado após a divulgação de milhões de documentos sobre as conexões do falecido predador sexual Jeffrey Epstein com figuras de destaque dos meios político, empresarial e da elite dos Estados Unidos.

    Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmaram que a declaração de que os arquivos de Epstein “mostram que pessoas poderosas nos EUA raramente são responsabilizadas por suas ações” descreve “muito bem” ou “extremamente bem” sua visão. Outros 17% disseram que a frase reflete “em parte” sua opinião, enquanto 11% discordaram.

    O levantamento também revelou divisões partidárias sobre a continuidade do debate. Entre os republicanos, 67% afirmaram que estavam de acordo, ao menos em parte, que “é hora de o país parar de falar sobre os arquivos de Epstein”. Entre os democratas, apenas 21% concordaram com essa afirmação.

    A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online e em todo o país entre 13 e 16 de fevereiro, reuniu respostas de 1.117 adultos dos EUA e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

    Arquivos Epstein

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou no dia 30 de janeiro a maior leva de documentos já tornada pública sobre o caso Jeffrey Epstein. O acervo reúne mais de 3 milhões de páginas, 2.000 vídeos e cerca de 180.000 imagens produzidos ao longo de anos de investigações sobre o financista condenado por abuso sexual de menores, encontrado morto em 2019 em uma prisão federal.

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    A liberação — determinada pelo Congresso americano e considerada a última grande divulgação relacionada ao caso — expõe uma extensa lista de nomes poderosos. Entre eles estão o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os bilionários Elon Musk e Bill Gates, além de autoridades e figuras públicas do Reino Unido, da França, de Israel e de países nórdicos. Os arquivos também trazem citações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Trump é citado centenas de vezes nos documentos. Cerca de 4.500 arquivos fazem referência ao republicano, incluindo relatos enviados ao FBI com denúncias não comprovadas. Nenhuma das menções vem acompanhada de provas. A Casa Branca afirmou que os arquivos podem conter informações falsas ou manipuladas, e Trump nega qualquer vínculo com Epstein.

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