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O presidente desmancha-prazeres

Em pleno Natal, Trump faz mais uma das suas: conta a uma garotinha de 7 anos que Papai Noel não existe

Por Lizia Bydlowski - 28 dez 2018, 07h00

“Você acredita em Papai Noel?”

“Sim, senhor.”

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“Se bem que, aos 7 anos, isso não tem mais importância, não é?”

“Sim, senhor.”

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Assim, na lata, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez mais uma das suas: contou à garotinha Collman Lloyd que Papai Noel não existe. Trump estava na Casa Branca, em frente à lareira, entre embrulhos de presentes e árvores de Natal, atendendo a telefonemas de crianças redirecionados a ele e à mulher, Melania, pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad). Como faz todo ano, o Norad passa a véspera do Natal “rastreando” a trajetória do trenó de Papai Noel pelos céus, na função de distribuir presentes, e respondendo a dúvidas que os pequenos possam ter. Algumas ligações são repassadas para o primeiro-casal, e Collman, coitadinha, foi cair com o presidente desmancha-prazeres. Mas, segundo declarou o pai um dia depois, a conversa não produziu traumas maiores, porque a menina não entendeu a palavra que Trump usou para “sem importância” (marginal), não perguntou o significado e a coisa ficou por isso mesmo. A favor de Trump, diga-se que na idade de Collman a maioria das crianças já não acredita mesmo em Papai Noel (aos 8, só 25% ainda caem no conto do bom velhinho). Seja lá como for, Collman e os irmãos deixaram biscoitos e leite para ele sob a árvore na noite do dia 24, e na manhã seguinte — surpresa! — havia lindos presentes pelo chão. Presidente, como é que o senhor explica isso?

Publicado em VEJA de 2 de janeiro de 2019, edição nº 2615

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