‘O papa descansou bem a noite toda’, diz boletim do Vaticano
Interlocutores de VEJA disseram que ele toma café, desempenha atividades de trabalho e recebe a Eucaristia
O papa Francisco “descansou bem a noite toda”, informou o comunicado emitido pelo Vaticano às 8h (4h em Brasília). O pontífice está internado há 18 dias no hospital público Gemelli e desde sexta-feira, 28 de fevereiro, segundo boletins, apresenta um quadro complexo, mas sem crise respiratória, vômito ou transfusão de sangue. Interlocutores de VEJA disseram que ele toma café, desempenha atividades de trabalho e recebe a Eucaristia. Nenhuma imagem do pontífice foi divulgada desde que ele foi internado.
O Vaticano informou no domingo 2 que as condições clínicas do papa Francisco permaneceram estáveis, que ele não precisou de ventilação mecânica não invasiva e não teve febre. No décimo sétimo dia de internação, a Santa Sé disse, em informe às 14h30, hora de Brasília, que o “pontífice participou da Santa Missa junto com aqueles que, nestes dias de internação, cuidam dele”. “Em seguida, alternou momentos de descanso com oração”, resumiu.
O comunicado papal da manhã relatava que o papa teve uma noite tranquila e descansava. Fontes do Vaticano disseram que ele se move e senta em uma poltrona, tomou café, leu jornais e recebeu a visita do cardeal “papável” Pietro Parolin e do monsenhor Edgar Peña Parra.
Domingo é o dia tradicional do Angelus, quando o pontífice tradicionalmente surge na janela do Vaticano, ao meio-dia, para falar com fiéis. Pela terceira vez consecutiva, a oração foi divulgada por escrito. Ele renovou suas orações pela paz em diversas regiões afetadas por conflitos, mencionando especificamente a Ucrânia, Palestina, Israel, Líbano, Mianmar, Sudão e Kivu “Daqui, a guerra parece ainda mais absurda”, trouxe o texto. Francisco foi hospitalizado no dia 14 de fevereiro no hospital público Gemelli, em Roma. No lado de fora da instituição, fiéis continuam reunidos em oração, com rosários, cânticos e preces.
Desde a primeira semana de internação, os boletins médicos passaram a descrever a situação como “complexa”, depois da bronquite que o levou ao hospital evoluir para uma infecção polimicrobiana e pneumonia bilateral – quando a doença afeta os dois pulmões. Os novos diagnósticos levaram a uma alteração nos tratamentos. A VEJA, autoridades do Vaticano reiteraram que a condição não é crítica, mas complexa, e que não há previsão de alta. “As condições clínicas do Santo Padre continuam a melhorar também ao longo do dia. Ele alternou entre oxigenoterapia a altos fluxos com ventimask”, reportou um dos comunicados, referindo-se à máscara de oxigênio que o pontífice usa intermitentemente, como já havia reportado VEJA.





