O caminho do luxo, segundo diretora de hotéis da Suíça
Coleção do franco-suíço Michel Reybier inclui três propriedades em Zermatt
Com o inverno europeu se aproximando, a Suíça se consolida como um dos destinos mais desejados para viajantes brasileiros que buscam experiências autênticas de luxo em meio às paisagens nevadas dos Alpes. Parte da coleção do franco-suíço Michel Reybier, 80 anos, Mont Cervin Palace, Hotel Monte Rosa e Hotel Schweizerhof propõem experiências e estilos distintos. Para a coluna GENTE, Petra Ellmeier, diretora de vendas dos hotéis, falou sobre o futuro da hotelaria de luxo e a preocupação com a preservação ambiental.
Os hotéis oferecem estilos e experiências distintas. Como aconselha o viajante a escolher entre as três propriedades? Cada hotel reflete uma faceta diferente da tradição da hospitalidade em Zermatt. O Mont Cervin Palace é o nosso grande ícone: um hotel cinco-estrelas emblemático, ideal para viajantes que buscam luxo clássico, amplas áreas de bem-estar, gastronomia refinada e vistas panorâmicas do Matterhorn. O Schweizerhof Zermatt oferece uma atmosfera contemporânea e vibrante no coração da vila, atraindo hóspedes que apreciam um ambiente social animado e design moderno. Já o Monte Rosa Zermatt, o hotel mais antigo da vila, é perfeito para quem se encanta por história, intimidade e autenticidade. Trata-se de uma experiência boutique, onde o legado, as histórias e a elegância discreta ocupam o centro da cena.
Recebem muitos hóspedes brasileiros? Sim, recebemos com muito carinho hóspedes do Brasil e de outros países tropicais, e essa presença vem crescendo de forma constante ao longo dos anos.
O que torna os hotéis especialmente atraentes para viajantes vindos de países tropicais? O contraste é um grande atrativo: picos cobertos de neve, o ar puro dos Alpes e paisagens dramáticas oferecem uma experiência completamente diferente do clima tropical. Além disso, os viajantes brasileiros valorizam a hospitalidade suíça, a sensação de segurança, o serviço refinado e a excelência gastronômica.
O inverno ainda é a estação mais procurada ou o verão vem ganhando força nos Alpes suíços? O inverno continua sendo icônico, especialmente para o esqui e os esportes de neve, mas o verão tem ganhado um impulso notável. Os meses mais quentes atraem caminhantes, ciclistas, viajantes focados em bem-estar e hóspedes em busca de ar puro, natureza e tranquilidade. Com isso, Zermatt vem se consolidando cada vez mais como um destino para o ano inteiro, e não apenas sazonal.
Como imagina o futuro da hotelaria de luxo em destinos alpinos? Está cada vez mais ligado a experiências significativas, e não apenas à opulência. Os hóspedes buscam autenticidade, privacidade, bem-estar e uma conexão genuína com a natureza. O luxo passa a ser definido por espaço, silêncio, serviço personalizado e valor emocional.
Em que medida a sustentabilidade e a preservação ambiental influenciam as decisões e a estratégia de longo prazo dos hotéis? A sustentabilidade é um pilar fundamental da nossa visão. Operar em um ambiente alpino preservado traz consigo uma grande responsabilidade. Nossas decisões da eficiência energética e redução de resíduos ao uso de fornecedores locais e ao planejamento cuidadoso das renovações são guiadas por uma consciência ambiental constante. A política de Zermatt de ser uma vila livre de carros está alinhada a essa filosofia. Investimos em soluções que reduzem nossa pegada ecológica, preservando o destino para as futuras gerações. Para nós, o verdadeiro luxo é inseparável do respeito à natureza e à comunidade.





