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O apelo da China a EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz

Declaração de ministro chinês ocorreu após uma reunião em Pequim com o chefe iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi

Por Da Redação* 6 Maio 2026, 06h56

O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, pediu nesta quarta-feira, 6, uma interrupção “completa” das hostilidades no Oriente Médio e fez um apelo aos governos do Irã e dos Estados Unidos pela reabertura do Estreito de Ormuz “o mais rápido possível”.

O apelo aconteceu após uma reunião em Pequim com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

“A China considera que é necessário alcançar, sem demora, um cessar completo dos combates, que é ainda mais inaceitável retomar as hostilidades, e que é essencial continuar negociando”, declarou Wang Yi, citado em um comunicado publicado por seu ministério.

“A China espera que as partes respondam o mais rápido possível ao apelo urgente da comunidade internacional para uma retomada normal e segura do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz”, acrescentou o ministro.

Pequim foi diretamente afetada pelo bloqueio de Ormuz. Mais da metade de suas importações marítimas de petróleo bruto procede do Oriente Médio e passa pelo estreito, segundo a consultoria Kpler.

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Em represália à campanha de Israel e dos Estados Unidos contra o país, o Irã praticamente bloqueou Ormuz. Mas a obstrução é dupla, porque desde meados de abril as forças americanas aplicam um bloqueio naval aos portos iranianos, uma medida que deve prosseguir, afirmou na terça-feira o presidente Donald Trump.

O chanceler chinês também mencionou a divergência sobre o programa nuclear iraniano, que, segundo Israel e Estados Unidos, teria a ambição de desenvolver a bomba atômica, o que a República Islâmica nega.

“A China celebra o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares e considera que o Irã tem o direito legítimo de utilizar pacificamente a energia nuclear”, ou seja, para fins civis, acrescentou Wang.

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Pequim atua discretamente para tentar solucionar a crise desencadeada no Oriente Médio com a ofensiva israelense-americana contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

A diplomacia chinesa influenciou o frágil cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde 8 de abril.

A China “desempenhará um papel mais importante na restauração da paz e da calma no Oriente Médio”, prometeu o chanceler.

(informações da AFP)*

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