Número de mortos em queda de jato militar sobre escola em Bangladesh sobe para 31
A maioria das vítimas eram crianças menores de 12 anos; Estudantes protestam e exigem justiça e indenização
Nesta terça-feira, 22, subiu para 31 o número de mortos do acidente que viu um avião de treinamento da Força Aérea de Bangladesh cair em uma escola no norte da capital, Daca. O episódio gerou protestos de centenas de estudantes contra o governo interino do país assolado pela instabilidade.
Pelo menos 25 dos mortos eram crianças, muitas com menos de 12 anos, que estavam prestes a voltar para casa na segunda-feira 21 quando o jato F-7 BGI do Exército, de fabricação chinesa, atingiu a Milestone School and College e pegou fogo. Vários alunos ficaram presos no incêndio e o edifício foi atingido por destroços.
Alunos da Milestone School and College e de escolas próximas organizaram um protesto enquanto dois funcionários do governo visitavam o local do acidente, exigindo justiça e gritando: “Por que nossos irmãos morreram? Exigimos respostas!”
Em outras partes da capital, centenas de estudantes saíram às ruas e invadiram o portão principal da secretaria do governo federal, exigindo a renúncia do conselheiro educacional. A polícia os atacou com cassetetes e os forçou a sair.
Equipes de resgate continuam as buscas por vítimas pelos prédios carbonizados da escola nesta terça-feira, sob o olhar aflito de moradores da área. Alguns pais estavam inconsoláveis.
“Eu a levei para a escola ontem de manhã, como todos os dias. Não fazia ideia de que seria a última vez que a veria”, disse à agência de notícias Reuters Abul Hossain sobre sua filha de 9 anos, Nusrat Jahan Anika, morta no acidente. Ela foi enterrada na noite de segunda-feira.
Segundo o Exército, a aeronave envolvida no acidente decolou de uma base aérea próxima, em uma missão de treinamento de rotina, e sofreu uma falha mecânica. O piloto está entre os mortos. Embora ele tenha tentado desviar a aeronave de áreas populosas, o jato caiu no campus, acrescentaram os militares.
Na terça-feira, as Forças Armadas informaram em um comunicado que 31 pessoas morreram e 165 foram internadas em hospitais da cidade. O Ministério da Saúde informou posteriormente que 70 ainda estavam em tratamento.





